Aparentemente, a China não está poupando esforços em sua mais recente empreitada para reforçar as barreiras do Grande Firewall – o equivalente da Grande Muralha no mundo digital. Até agora, no entanto, boa parte das medidas tomadas pelo governo chinês visavam a interrupção ou bloqueio de serviços que permitiam que os internautas do país acessassem conteúdo fora de seu alcance. Agora, nesta terça-feira (18), o país parece ter minado os últimos resquícios do império de Mark Zuckerberg na região.

De acordo com informações obtidas pelo New York Times e publicadas no Gizmodo, o WhatsApp foi a vítima mais recente das restrições cada vez mais duras promovidas pelas autoridades chinesas. O próprio Facebook, assim como quase todos os serviços sob as asas da Google e do Twitter, já era proibido no local. Diferentemente da rede social, porém, o mensageiro instantâneo da companhia tinha uso completamente liberado por lá, permitindo tanto que visitantes estrangeiros quanto cidadãos chineses conversassem pela plataforma.

Cerco fecha cada vez mais contra comunicações de chineses com o exterior

Não se trata de falhas na infraestrutura do serviço, mas sim de uma censura direta da China

Tudo parece ter mudado a partir do dia de hoje, quando usuários do aplicativo em território chinês começaram a relatar que as comunicações através do app passaram a se tornar instáveis ou inexistentes por completo. A nova regra aplicada ao firewall que cerca o país faz com que fotos, vídeos e até mesmo mensagens enviadas pelo programa sejam impedidas de seguir até o seu destinatário final. Segundo fontes do jornal norte-americano, não se trata de falhas na infraestrutura do serviço, mas sim de uma censura direta da China.

Mesmo com a confirmação de que o bloqueio parte do governo chinês, não se sabe se esse é um episódio isolado – provavelmente relacionado à morte do ativista Liu Xiaobo – ou se o gigante asiático resolveu acabar de vez com os planos de Zuckerberg de entrar nesse mercado. Seja como for, se a medida continuar de forma indefinida, muito em breve as comunicações feitas pela internet podem ficar restritas a produto como o WeChat – que sofre de forma imediata com as sanções e censuras das autoridades locais.

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