Firme e forte no passado, a Grande Muralha da China segue em pé, mas hoje não passa de um ponto turístico e uma lembrança do que foi um dia. Sua versão virtual, uma “muralha” que cobre toda a internet do país, andava seguindo pelo mesmo caminho. O governo chinês, no entanto, parece decidido a não deixar que o Grande Firewall caia tão facilmente.

Até agora, estudantes, cidadãos estrangeiros e executivos de grandes organizações que quisessem acessar alguns portais e redes sociais na China precisavam recorrer a VPNs para burlar as regras do firewall local. Era desse modo que Google, Facebook, Twitter e outras plataformas fora do controle do governo ganhavam seu espaço em uma região tão restrita.

Isso já não deve ser mais tão fácil. Um dos principais serviços desse tipo no país, a GreenVPN, anunciou seu término a partir do dia 1º de julho. O motivo? Os responsáveis pela ferramenta teriam recebido ordens diretas de órgãos reguladores dentro do próprio governo. Vale notar que esse não foi um caso isolado, já que a SuperVPN, outro grande nome do setor por lá, também foi bloqueada.

Embora essa medida já seja esperada do autoritário governo chinês – que censura inclusive redes locais, como a Weibo, quando quer evitar repercussões negativas –, esse episódio pode ter um impacto negativo para os negócios na região. Isso porque muitas empresas e fabricantes locais – especialmente as ligadas ao mundo de tecnologia – atendem a um público global e podem sofrer com um mercado digital mais fechado e no qual elas não podem conversar diretamente nos principais canais de seus consumidores internacionais.

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