Se Steve Jobs ainda estivesse vivo e lesse essa matéria, certamente ele surtaria. Um grupo de engenheiros da Universidade de Columbia (New York, Estados Unidos) desenvolveu uma arquitetura que permite que aplicativos do iOS rodem no Android sem utilizar máquinas virtuais pesadíssimas e complicadas camadas de compatibilidade.

A arquitetura, originalmente chamada de Cider, está sendo referenciada como Cycada e pode representar o fim das barreiras entre os dois sistemas operacionais para dispositivos móveis mais populares do mundo. O projeto teve como base o SO da Google, mas, em sua fase atual, consegue rodar quase qualquer aplicativo de ambos os sistemas operacionais em tablets e smartphones que rodam o Android. O vídeo a seguir faz uma demonstração do feito.

Mas como funciona?

A virtualização parece ser a primeira resposta quando surge a necessidade de rodar o aplicativo de um sistema operacional em outro. Porém, a arquitetura de hardware e software de dispositivos móveis não segue um padrão assim como nos PCs, tornando dificílima a tarefa de “portar” aplicações. Há soluções como o WINE, que funciona em sistemas Linux e praticamente reimplementa a API inteira do Windows para executar os programas.

Cycada, por outro lado, usa dois métodos diferentes para conseguir a façanha: compile-time code adaptation (adaptação de código em tempo de compilação) e diplomatic functions (funções diplomáticas). O primeiro mecanismo permite a reutilização de códigos criados para outros sistemas sem modificação; o segundo substitui as funções do iOS, permitindo que os aplicativos busquem alternativas equivalentes no Android.

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Este tipo de iniciativa é muito interessante e útil para incentivar a busca por alternativas para popularizar aplicativos exclusivos do iOS. Os pesquisadores, no entanto, não revelam o grau de dificuldade para alcançar tal feito utilizando o Cycada.

Além disso, outro entrave para o avanço desse tipo de projeto é a possibilidade de a Apple barrar iniciativas que podem “roubar” parte de seus lucros. Com certeza a companhia não ficaria muito feliz em ver seus apps exclusivos rodando no concorrente.

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