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Segurança

Google usa IA para detectar e corrigir mais de mil falhas no Chrome

Empresa revela que versões recentes do navegador superaram volume combinado de marcos anteriores, impulsionadas por agentes automatizados baseados em LLMs

Avatar do(a) autor(a): Luísa Giraldo

schedule31/07/2026, às 19:45

A Google divulgou, nesta quinta-feira (30), a correção de 1.072 falhas de segurança concentradas nas versões 149 e 150 do navegador Chrome. O volume superou, de forma isolada, o número total de problemas tratados pela empresa nas 23 atualizações anteriores somadas. O avanço teve seguimento na versão 151, que resolveu outras 370 falhas (sendo 349 identificadas internamente pela companhia e sete classificadas com nível crítico de gravidade).

O cenário de correções expressivas ocorre em meio a um aumento no registro global de problemas em softwares. Um levantamento do Banco de Dados Nacional de Vulnerabilidades (NVD) dos Estados Unidos revelou que mais de 46.800 falhas foram contabilizadas apenas em 2026, o que se aproxima do patamar registrado em todo o ano anterior (49.920).

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De acordo com a Google, essa aceleração é impulsionada pelo uso de inteligência artificial (IA) e modelos de linguagem de grande escala (LLMs), tecnologias que ampliam a capacidade de varredura no código-fonte.

Detecção profunda e falhas históricas

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Pesquisa de Vulnerabilidades NVD (Reprodução/NVD)

O impacto da tecnologia foi ilustrado pela descoberta de uma falha grave no componente de navegação, registrada sob o código CVE-2026-3545. A brecha permitia que invasores forçassem o navegador a ler arquivos locais do sistema do usuário. O problema foi identificado por meio de um sistema automatizado com os modelos Gemini e permaneceu oculto no código-fonte do Chrome por mais de 13 anos.

Para refinar esse processo, a Google aprimorou os agentes de detecção e passou a operá-los em ambientes isolados com restrições rígidas de rede para mitigar riscos operacionais.

Automação de triagem e ritmo de lançamentos

Diante do volume de alertas gerados, a empresa também automatizou etapas de triagem. Afinal, sistemas combinados de regras e IA filtram ruídos, testam a reprodução de falhas e encaminham o problema para o responsável técnico rapidamente, o que reduziu o tempo despendido em análises manuais.

Para diminuir o intervalo entre a solução no código-fonte e a chegada ao usuário final, a Google adotou ciclos de atualizações principais a cada duas semanas e estuda testar um ritmo de dois lançamentos de segurança por semana. “Cada bug encontrado e corrigido é um ponto de apoio a menos para um atacante", destacou a equipe de segurança do Chrome, em comunicado oficial.

"Descobrir e consertar um bug é apenas metade da batalha – também devemos enviar a correção e aplicar a atualização para os usuários mais rápido do que os adversários podem explorar o bug, e investir em projetos que mitigam ou eliminam classes de bugs através de cadências de lançamento aceleradas, patches dinâmicos e reinicializações oportunas, estamos caminhando em direção a um navegador que é protegido continuamente sem interromper o usuário”, escreveram os pesquisadores.

Patches dinâmicos e segurança estrutural

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Número de bugs de segurança corrigidos em marcos recentes de lançamento do Chrome Stable (Reprodução/Google Security)

Para contornar a resistência de usuários em reiniciar o navegador, a Google informou que desenvolve mecanismos de atualização dinâmica. De acordo com a big tech, com a arquitetura multiprocessos do Chrome, o sistema substitui de forma sequencial processos secundários em segundo plano por binários atualizados em pleno funcionamento e aplica correções sem interromper o uso.

Em paralelo às correções pontuais, a companhia executa iniciativas para erradicar classes inteiras de falhas de memória. Essas medidas englobam o fortalecimento do ambiente de execução para combater erros herdados da linguagem de programação C++, a adoção gradual da linguagem Rust (projetada para prevenir falhas de segurança relacionadas à memória), a implementação de verificações automáticas mais rígidas no código e a migração de softwares de terceiros para dutos de atualização contínua.

Por falar em novas descobertas em segurança digital, o vírus ACR Stealer também entrou no radar de grandes empresas de tecnologia. A Microsoft identificou um aumento expressivo nos ataques que utilizam este programa malicioso, que atua de forma silenciosa. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

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