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Segurança

Microsoft emite alerta para 'vírus invisível' que rouba senhas no Chrome e Edge

Ameaça utiliza telas falsas de verificação para enganar usuários e extrair credenciais

Avatar do(a) autor(a): Luísa Giraldo

schedule20/07/2026, às 18:45

updateAtualizado em 20/07/2026, às 20:25

Fonte: Microsoft

A Microsoft identificou, nesta quinta-feira (16), um aumento expressivo nos ataques que utilizam o malware ACR Stealer. A ameaça atua de forma silenciosa e rouba dados pessoais e profissionais, como senhas armazenadas no navegador, tokens de autenticação e documentos confidenciais de clientes corporativos.

O comunicado, publicado pela equipe de segurança da empresa, revelou que os criminosos intensificaram o uso de engenharia social, ou seja, técnicas de manipulação e engano, para infectar computadores sem que as vítimas percebam a invasão entre o final de abril e meados de junho.

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“As equipes de segurança devem priorizar o monitoramento de iscas ClickFix, atividades suspeitas de WebDAV, execução de PowerShell ofuscado e tentativas de acesso a repositórios de credenciais de navegador”, orientou a Microsoft.

Visao geral dos ataques ACR Stealer.webp
Como funciona a armadilha do ‘falso erro’

Para invadir as máquinas, os cibercriminosos utilizam uma tática conhecida como ClickFix. O golpe consiste em exibir telas falsas de erro ou verificações de segurança em sites comprometidos. São simulados avisos do sistema ou checagens para confirmar se a pessoa é humana.

A mensagem instrui o usuário a copiar e executar um código no terminal do Windows (cmd ou PowerShell) sob o pretexto de “corrigir o problema”. Ao colar e executar o comando, a própria vítima autoriza o download e a instalação do malware no computador.

Duas formas de invasão e alto nível de disfarce

Segundo a Microsoft, a campanha do ACR Stealer funciona no modelo de “malware como serviço” (MaaS) e deriva do antigo Amatera Stealer. Para invadir os sistemas e burlar antivírus, ela usa duas estratégias principais: as ferramentas do próprio Windows e a esteganografia, técnica que esconde o código do vírus dentro dos pixels de imagens aparentemente inofensivas.

Extração da carga útil esteganográfica de uma imagem baixada antes da descriptografia e execuçao.png
A primeira vertente baixa arquivos maliciosos mascarados em servidores remotos e utiliza programas nativos do sistema operacional, como o rundll32.exe, para rodar o código. Os agentes maliciosos também utilizam redes de blockchain (técnica chamada EtherHiding) para esconder o endereço do servidor que recebe os dados roubados, o que impede o bloqueio da infraestrutura pelos sistemas de defesa.

Na esteganografia, o vírus usa o utilitário MSHTA e esconde o código malicioso dentro dos pixels de imagens comuns no formato JPEG hospedadas na internet. O programa baixa a imagem inofensiva e extrai o código diretamente na memória RAM, sem salvar arquivos suspeitos no disco rígido.

Em ambas as rotas, o malware apaga o histórico de comandos digitados no PowerShell, altera as datas dos arquivos para parecerem antigos e cria tarefas agendadas falsas para continuar funcionando mesmo após o computador ser reiniciado. Após se consolidar no sistema, o ACR Stealer extrai e descriptografa informações salvas nos navegadores baseados no Chromium, como Google Chrome e Microsoft Edge.

O foco do ataque inclui: senhas e cookies de sessão armazenados; tokens de acesso e autenticação; documentos em PDF e arquivos do Microsoft 365 salvos nas pastas Área de Trabalho e Downloads; dados sincronizados em diretórios corporativos como OneDrive e SharePoint.

Como se proteger

A Microsoft reforça, no comunicado, que a principal forma de prevenção contra ataques do tipo ClickFix é nunca copiar e executar comandos no terminal do Windows recomendados por sites da internet, mesmo quando a página alegar a necessidade de resolver um erro ou validar o acesso.

Para empresas, a recomendação inclui a restrição do uso de ferramentas como PowerShell, Python e mshta.exe a partir de pastas graváveis pelos usuários, além do bloqueio de domínios recém-criados ou de baixa reputação.

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