O governo da Rússia acusou formalmente o cofundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, por supostamente ajudar e facilitar o terrorismo por meio da plataforma. Ele também teve a prisão decretada pela agência de segurança do país e virou um procurado internacional.
Durov é acusado de permitir que o mensageiro Telegram mantenha no ar recursos como perfis, canais e robôs usados por serviços de inteligência da Ucrânia no conflito contra os russos, que já dura quatro anos.
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O pedido de prisão não significa necessariamente que ele será detido: Durov atualmente tem residência em Dubai, mas costuma viajar bastante e não revelar o próprio paradeiro. Além disso, as autoridades dos Emirados Árabes Unidos ainda não responderam se vão ou não colaborar com o pedido.
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Em resposta às acusações da Rússia, a conta oficial do Telegram publicou uma foto em baixa resolução e sem qualquer texto na rede social X (Twitter), mostrando o dedo do meio para a câmera.
As acusações contra Pavel Durov
- O principal argumento do serviço de segurança nacional é de que chatbots e canais foram usados para recrutar jovens russos e promover ações de terrorismo doméstico ou sabotagem;
- O chatbot Daivinchik/Leo, que é um recurso de paquera similar ao Tinder, teria sido usado por espiões ucranianos disfarçados de jovens para contatar e convencer russos a atentar contra o próprio país, com ataques causando inclusive problemas em serviços de infraestrutura;
- O próprio aplicativo teve o uso restrito pela Rússia e agora só pode ser acessado por meio de redes privadas virtuais (VPNs), embora autoridades do governo ainda façam publicações em canais oficiais do serviço e o app seja bastante popular no país;
- No lugar do aplicativo de um opositor, o governo tenta promover cada vez mais o Max, um mensageiro estatal.
Durov já foi acusado anteriormente de não cooperar com as autoridades. Foi em 2024, quando ele acabou preso na França por não fornecer informações em investigações que envolviam o uso do Telegram por criminosos. O empresário foi solto, mas o caso segue em julgamento.
Nascido na Rússia, o empresário lançou no país a popular rede social VKontakte (ou simplesmente VK) antes de criar o mensageiro. Porém, ele rompeu com as autoridades locais ainda em 2014, depois de se recusar a derrubar comunidades de opositores a pedido do governo — que já tinha como presidente Vladimir Putin — e saiu do país.
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