Um funcionário do Google que faturou US$ 1,2 milhão em apostas na plataforma Polymarket foi preso sob a acusação de usar informações internas da empresa para ganhar a quantia equivalente a cerca de R$ 6 milhões pela cotação do dia. O caso foi divulgado pela justiça dos Estados Unidos na quarta-feira (27).
Conforme a denúncia do tribunal federal de Nova York, o engenheiro de segurança da informação do Google, Michele Spagnuolo, estava sendo monitorado pelo FBI após realizar apostas milionárias no mercado de previsões usando criptomoedas. A empresa o afastou do cargo em meio às investigações.
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Usando informações privilegiadas para lucrar
Assim como outros funcionários da gigante de Mountain View, Spagnuolo tinha acesso a materiais de marketing internos cuja utilização para apostas em plataformas de mercado de previsão é considerada uma violação grave. Mesmo assim, ele teria iniciado a prática.
- Como destaca o processo, o italiano que mora na Suíça se cadastrou na Polymarket em 2024 e, desde então, realizou várias apostas relacionadas ao Google;
- Seus principais ganhos eram referentes às previsões sobre quem seria a pessoa mais buscada na plataforma em 2025;
- Baseando-se nas informações internas da empresa, coletadas antes da divulgação ao público, ele apostou no músico D4vd como o nome mais pesquisado do ano e ganhou;
- Acusado de ter assassinado uma adolescente, o artista que foi a pessoa mais pesquisada no Google, no ano passado, está atualmente preso.
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De acordo com a justiça dos EUA, Spagnuolo gastou aproximadamente US$ 2,7 milhões (R$ 13,6 milhões) em apostas no mercado de previsões entre outubro e dezembro de 2025. Todas elas envolviam a organização para a qual trabalha.
"Ao contrário das contrapartes em suas negociações, Spagnuolo sabia o resultado dessas apostas antes do público em geral, porque tinha acesso a dados internos confidenciais e comercialmente valiosos do Google", aponta a ação. Depois de ganhar, ele tentou esconder o uso ilegal das informações.
Colaborando com a investigação
Em nota à imprensa, uma porta-voz da gigante das buscas disse que a empresa colabora com as investigações conduzidas por autoridades policiais. Ela confirmou o afastamento do funcionário acusado de fraude.
Por sua vez, a Polymarket informou que as negociações feitas em blockchain são transparentes e rastreáveis, possibilitando seguir os passos de agentes mal-intencionados. A plataforma também diz ter colaborado com a apuração do caso.
Já Spagnuolo negou as alegações da justiça e foi solto após pagar fiança de US$ 2,5 milhões (R$ 12,6 milhões). O processo envolve os crimes de fraude eletrônica, fraude de commodities e lavagem de dinheiro.
No mês passado, as plataformas de mercado de previsão foram proibidas de realizar apostas para certos tipos de eventos no Brasil. Saiba mais nesta matéria.
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