Os Estados Unidos estão usando um programa de inteligência artificial para aprimorar os ataques lançados contra o Irã, obtendo vantagens estratégicas importantes na guerra moderna. Trata-se do Project Maven, lançado em 2017 e que passou por mudanças recentemente.
Em entrevista à CNBC no mês passado, o CEO da Palantir, Alex Karp, confirmou a utilização da tecnologia pelo Pentágono nos conflitos do Oriente Médio. A empresa é, agora, a responsável pela iniciativa, após o Google deixar o projeto que ajudou a desenvolver.
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Como funciona o Project Maven?
Criado com o objetivo de auxiliar analistas militares na interpretação de dados fornecidos por satélites, drones e sensores, o programa de IA recebeu melhorias e está mais avançado. Atualmente, também funciona como um gerenciador de alvos e das missões.
- Reunindo os dados coletados por diferentes meios, o sistema inteligente cria uma versão virtual do campo de batalha;
- Analisando os detalhes em tempo real, é capaz de identificar movimentos suspeitos e transformá-los em possíveis alvos, classificando-os por tipo;
- Também fornece sugestões de ataques com base nos dados, para que o operador escolha a mais adequada para o caso;
- Em seguida, o comandante toma a decisão e gerencia a campanha pela interface do próprio Project Maven, acompanhando a execução das ações.
Durante uma demonstração do sistema, o diretor de IA do Departamento de Guerra dos EUA, Cameron Stanley, afirmou que a ferramenta substituiu de oito a nove programas usados nesse trabalho. Além disso, reduziu a equipe de agentes de 2.000 pessoas para apenas 20.
O Maven é alimentado pela IA Claude, mesmo depois da proibição pelo governo Trump, em um impasse quanto ao uso militar da tecnologia. OpenAI, xAI e o Google, o último após mudanças em suas políticas, negociam com a Casa Branca para substituir o bot da Anthropic.
E os resultados?
Não se sabe quais foram os resultados do uso da IA que reduz o trabalho de horas para minutos nos ataques ao Irã, pois o Pentágono não comentou sobre a presença da tecnologia nas ofensivas. A Palantir também se recusou a fornecer detalhes.
Mas como relata a AFP, é possível que o recurso tecnológico tenha aprimorado as campanhas dos EUA na região. A especulação se baseia no ritmo de ataques do país, mirando entre 300 a 500 alvos por dia, possivelmente devido à IA.
O Project Maven teria sido usado, ainda, na operação de captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no início do ano, conforme o The Wall Street Journal.
Siga no TecMundo e relembre os motivos que levaram o Google a abandonar o projeto em 2018.
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