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Segurança

Operação desmantela grupo que vendia armas feitas em impressoras 3D

A Operação Shadowgun foi deflagrada em 11 estados e resultou na prisão do líder da quadrilha, além de outras três pessoas.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule12/03/2026, às 20:00

Uma organização criminosa especializada na fabricação de armas de fogo em impressoras 3D foi alvo de uma grande operação deflagrada nesta quinta-feira (12) em 11 estados. Pelo menos quatro pessoas foram presas até o momento.

Realizada por várias entidades, incluindo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Polícia Civil, a Operação Shadowgun cumpriu cinco mandados de prisão em São Paulo. Mais 36 mandados de busca e apreensão foram registrados em outros estados.

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Como funcionava a venda de "armas impressas"?

Usando pseudônimo e máscara para não ser reconhecido, o líder do grupo divulgava um manual explicando como fabricar armas em casa por meio da impressão 3D. O material, bastante detalhado, sugeria o uso de produtos de baixo custo.

  • Conforme a investigação, pessoas com conhecimento intermediário do processo de impressão seriam capazes de realizar o procedimento sem maiores dificuldades;
  • Esse material era comercializado em redes sociais, fóruns online e na dark web, incentivando a produção clandestina de diferentes tipos de armamentos sem rastreabilidade;
  • O chefe da quadrilha é um engenheiro com especialização em controle e automação, segundo o relatório, que também oferecia orientações para a montagem e a calibração das armas impressas;
  • A estrutura incluía, ainda, pessoas responsáveis pelo "suporte técnico" dos produtos, divulgação e articulação ideológica, propaganda e identidade visual.
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Vários materiais foram apreendidos durante a prisão do homem apontado como líder do esquema. (Imagem: Governo de São Paulo/Divulgação)

O grupo atente clientes de 11 estados, segundo as informações oficiais, muitos com antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas e outros delitos graves. Os investigadores tentam descobrir se o arsenal clandestino era usado pelo crime organizado.

Ao menos 79 compradores realizaram negociações com a quadrilha, somente entre 2021 e 2022, utilizando criptomoedas nas transações para tornar o rastreamento difícil. Destes, 10 são do Rio de Janeiro, de cidades como Araruama, São Pedro da Aldeia e Búzios, entre outras.

Líder do esquema preso

Entre as pessoas detidas, está o homem apontado como chefe da organização. O suspeito foi localizado em Rio das Pedras (SP), onde os agentes também encontraram revólveres, pistolas e fuzis, além de protótipos de armas de fabricação própria.

Munições de diversos calibres, granadas, coletes, capacetes balísticos e as impressoras 3D usadas na fabricação das armas foram outros itens apreendidos no local, bem como computadores e rádios de comunicação.

Os mandados foram cumpridos, ainda, em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima, entre outros estados. Os detidos podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas.

Que tal conferir as informações sobre outra operação policial de grande proporção? Nesta matéria, falamos sobre a ação da Polícia Federal contra o grupo que desviou R$ 710 milhões em ataques cibernéticos no ano passado.

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