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Megaoperação mira donos de fintechs por lavagem de dinheiro do PCC

Companhias também estão relacionadas com morte de delator do PCC, e integram teia criminosa para esconder ganhos da facção.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule28/08/2025, às 10:30

updateAtualizado em 18/02/2026, às 08:12

Nos últimos dias, a Polícia Federal e outras autoridades deflagraram a Operação Hydra, que resultou na prisão do policial Cyllas Elia Junior. A ação mira acabar com um grande esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de fintechs, incluindo a 2GO Bank, na qual Elia Junior se identificava como CEO.

A prisão ocorreu com auxílio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), que também tinha como alvo a fintech InvBank e a prisão do dono de outra instituição financeira. Juntas, as companhias teriam movimentando aproximadamente R$ 30 milhões, segundo informações da CNN, e foram cumpridas dez ordens de busca e apreensão nas sedes das empresas.

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Os mandados foram realizados nas cidades de São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo. Contas bancárias e atividades econômicas das fintechs também foram suspensas, e essa é a segunda vez que Cyllas Elia Junior está preso. A primeira prisão ocorreu em 2024, quando o policial foi acusado de lavar dinheiro para criminosos chineses.

Polícia acaba com esquema de R$ 7 bilhões

O envolvimento de fintechs como a 2GO Bank com o PCC não é de hoje, e as investigações são mais uma peça no quebra-cabeça relacionado ao assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, delator do PCC morto em novembro de 2024. As instituições teriam envolvimento na ocultação de recursos ilícitos da facção, e organização criminosa.

  • Além da Operação Hydra, nesta quinta-feira (28) uma força-tarefa desencadeou a megaoperação “Carbono Oculto” contra o PCC;
  • Mais de 1.400 agentes cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados para desarticular um esquema de mais de R$ 7,6 bilhões;
  • Uma das fintechs envolvidas é a BK Bank, usada para movimentar dinheiro por meios de contas não rastreáveis;
  • O restante das empresas tem participação no setor de combustíveis e usinas.
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Esquema demonstra como o PCC usou as fintechs para a operação de lavagem de dinheiro ilícito (Imagem: Receita Federal)

A atuação conjunta de todas as empresas serviu como financiamento para compra de produtos no exterior vinculados a organizações criminosas. Todo o processo abastecia uma rede de mais de 1.000 postos de combustíveis em pelo menos dez estados do país, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão.

Para mais informações sobre fintechs e o combate ao crime organizado, fique de olho no site do TecMundo e não perca nenhuma informação.
 

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Hydra?
A Operação Hydra é uma ação deflagrada pela Polícia Federal e outras autoridades para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de fintechs. A operação resultou na prisão de Cyllas Elia Junior, que se identificava como CEO da 2GO Bank.
Quais fintechs estão envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro?
As fintechs envolvidas no esquema incluem a 2GO Bank e a InvBank. Essas instituições financeiras teriam movimentado aproximadamente R$ 30 milhões em atividades ilícitas relacionadas ao PCC.
Qual é a relação entre as fintechs e o assassinato de Vinícius Gritzbach?
As fintechs estão relacionadas ao assassinato de Vinícius Gritzbach, um delator do PCC morto em novembro de 2024. As investigações indicam que essas instituições participaram da ocultação de recursos ilícitos da facção criminosa.
Quais medidas foram tomadas contra as fintechs envolvidas?
Foram cumpridas dez ordens de busca e apreensão nas sedes das fintechs, e as contas bancárias e atividades econômicas dessas empresas foram suspensas como parte das medidas para desmantelar o esquema de lavagem de dinheiro.
Quem é Cyllas Elia Junior e qual é seu envolvimento no caso?
Cyllas Elia Junior é um policial que se identificava como CEO da fintech 2GO Bank. Ele foi preso durante a Operação Hydra por seu envolvimento no esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Esta é a segunda vez que ele é preso, tendo sido detido anteriormente em 2024 por acusações semelhantes.
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