Gigantes da tecnologia fundadas nos Estados Unidos podem se tornar alvos futuros de ofensivas do Irã no atual conflito entre os países. Um veículo de mídia ligado às forças armadas iranianas confirmou inclusive alguns dos nomes considerados pelos militares.
Segundo a agência de notícias Tasnim, que tem relação com o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica no Irã, os militares reconhecem que podem atingir companhias dos EUA com tecnologias usadas para fins militares e presença ou contratos com atuais opositores, como Israel e outros países do Golfo Pérsico.
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"Na medida em que o escopo da guerra regional se expande para uma guerra de infraestrutura, o escopo dos alvos legítimos do Irã também expande", diz o texto.
As seguintes empresas de tecnologia foram citadas nominalmente:
- Microsoft
- IBM
- Nvidia
- Oracle
- Palantir
De toda a lista, a maioria das empresas tem contratos de infraestrutura de nuvem, fornecimento de data centers ou ferramentas de análise de dados e inteligência artificial (IA). Um ataque contra infraestruturas possivelmente significaria danificar servidores e cabos que garantem o acesso à internet e dados em uma região, entre outros casos. Até o momento, as empresas citadas não se manifestaram oficialmente.
A guerra de infraestruturas
No início do conflito, um data center da Amazon na região dos Emirados Árabes Unidos foi atingido possivelmente por estilhaços ou artefatos militares. Ele pegou fogo e gerou instabilidade de dias nas conexões locais, mas não se sabe se o impacto foi ou não intencional.
Várias das empresas também possuem servidores locais e escritórios regionais em países como o Catar. Além disso, segundo a Foxconn, um conflito prolongado pode elevar preços de várias matérias-primas.
Em declarações recentes, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que os EUA já "venceram" a guerra. Porém, o conflito segue na região, inclusive com ataques a instalações de petróleo que já provocaram aumento de preços no produto.
Ao mesmo tempo, a guerra cibernética também segue com ataques de ambos os lados contra instituições e parte da população. Entenda mais sobre esse elemento do conflito nesta matéria do TecMundo!
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