O que faz a Palantir, empresa que promete solucionar crimes?

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A empresa secreta de Big Data Palantir, fundada pelo bilionário Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor do Facebook, anunciou nessa semana seus planos de abertura de capital, prevista para a próxima segunda (13), procedimento que deve passar, antes, por aprovação da Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC). Sediada em Palo Alto, Califórnia, seu valor aproximado de mercado é de US$ 20 bilhões, e uma das promessas é de que suas soluções ajudam a solucionar crimes.

Sabe-se que a companhia já colaborou com órgãos governamentais dos Estados Unidos, incluindo a agência de imigração e alfândega. Entretanto, mesmo para seus investidores, muitos dos detalhes de suas operações ainda são escassos – e o grande público ainda se pergunta como exatamente ela age. Por isso, Daniel Howley, do Yahoo Finance, elaborou um artigo que traz algumas respostas.

Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor do Facebook.Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor do Facebook.Fonte:  Reprodução 

O que é a Palantir?

Através do financiamento realizado por uma empresa de capital de risco da CIA, a In-Q-Tel, Palantir surgiu em 2004, e seu nome foi inspirado na saga O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, sendo homônima das pedras místicas utilizadas pelos personagens para visualização de passado e presente, assim como para realizar comunicação mesmo a grandes distâncias – o que não fica muito longe da metodologia da companhia.

Aplicando tecnologias avançadas de Big Data, a startup é capaz de extrair dados de diferentes fontes para quem a contrata. Com isso, aponta possíveis soluções para as necessidades dos clientes por meio de dois serviços: Palantir Gotham e Palantir Foundry.

Sediada em Palo Alto, Califórnia, Palantir oferece dois serviços principais.Sediada em Palo Alto, Califórnia, Palantir oferece dois serviços principais.Fonte:  Reprodução 

Palantir Gotham atua, principalmente, para instituições governamentais e órgãos de segurança pública, combinando informações para revelar padrões não detectados e identificar relações entre conjuntos que são formados por postagens em mídias sociais, endereços, placas de veículos, relacionamentos e por aí vai, colocando tudo em gráficos simplificados.

Já a Palantir Foundry é voltada a clientes variados, como indústrias farmacêuticas, automobilísticas e aéreas, a exemplo da Airbus. Trata-se, na verdade, de uma filial para reduzir custos associados à Gotham, uma vez que diminui a necessidade de uma ampla equipe de engenheiros localizados.

Quem a controla?

O responsável à frente de tudo isso é Alex Karp, cofundador e CEO, que já expressou claramente sua crença quanto à necessidade de empresas do Vale do Silício colaborarem com o poder público. Ele é graduado pela Stanford Law School, tendo assumido a companhia pouco tempo após sua entrada e fundado, antes, a instituição de gerenciamento de dinheiro Caedmon Group.

Alex Karp, CEO da empresa.Alex Karp, CEO da empresa.Fonte:  Reprodução 

Karp, entretanto, não concorda muito com a abertura de capital da Palandir. Em sua fala durante o First Data Cyber Security Summit de 2014, o executivo foi enfático ao afirmar que companhias que optam por esse caminho perdem competitividade, devido à diferença entre engenheiros “criativos e malucos”, que visam solucionar problemas, e Wall Street, que, segundo ele, só quer saber de lucros.

Infelizmente, isso é tudo o que se sabe sobre a empresa que, pelo jeito, é capaz de mudar os rumos de como experienciamos o tratamento de dados atualmente.

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