A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quinta-feira (5) operação contra os suspeitos de emitirem mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ação também envolveu as polícias de Minas Gerais e Distrito Federal.
Essa investigação apura fraudes cibernéticas nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), permitindo acessos indevidos ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). O TecMundo noticiou no dia 22 de janeiro, com exclusividade, que a plataforma havia sido invadida.
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Ordens de prisão não foram expedidas
De acordo com a apuração do caso, os autores tentaram substituir os dados de um mandado judicial por informações pertencentes às duas autoridades. Eles chegaram a conseguir inserir os CPFs de Lula e Moraes no processo.
- No entanto, as ordens de prisão falsas não foram efetivamente expedidas, não havendo nenhum mandado real aberto contra nenhum deles;
- À época, o CNJ confirmou ter detectado a tentativa de fraude, mas não divulgou as identidades dos alvos;
- Os investigadores também descobriram fraudes em processos digitais do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), além dos acessos ao BNMP;
- A estratégia era dar uma aparência legal aos registros falsos criados nos sistemas do judiciário.
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De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, que participou da operação, o acesso aconteceu de maneira indevida por meio da credencial de um servidor público. O principal suspeito é um menor de idade cuja identidade não foi divulgada.
Os quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Goiás e no Distrito Federal. Até o momento, não há informações se a ação, que incluiu o Núcleo de Inteligência do TJ-GO, resultou na prisão dos suspeitos.
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