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Segurança

Operação mira autores de mandados de prisão falsos contra Lula e Moraes

Os suspeitos tentaram expedir os mandados falsos por meio de invasão aos sistemas do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule05/02/2026, às 16:07

updateAtualizado em 05/02/2026, às 16:45

A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quinta-feira (5) operação contra os suspeitos de emitirem mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ação também envolveu as polícias de Minas Gerais e Distrito Federal.

Essa investigação apura fraudes cibernéticas nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), permitindo acessos indevidos ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). O TecMundo noticiou no dia 22 de janeiro, com exclusividade, que a plataforma havia sido invadida.

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Ordens de prisão não foram expedidas

De acordo com a apuração do caso, os autores tentaram substituir os dados de um mandado judicial por informações pertencentes às duas autoridades. Eles chegaram a conseguir inserir os CPFs de Lula e Moraes no processo.

  • No entanto, as ordens de prisão falsas não foram efetivamente expedidas, não havendo nenhum mandado real aberto contra nenhum deles;
  • À época, o CNJ confirmou ter detectado a tentativa de fraude, mas não divulgou as identidades dos alvos;
  • Os investigadores também descobriram fraudes em processos digitais do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), além dos acessos ao BNMP;
  • A estratégia era dar uma aparência legal aos registros falsos criados nos sistemas do judiciário.
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Os invasores teriam usado a credencial de um servidor público para tentar emitir os mandados falsos. (Imagem: SmileStudioAP/Getty Images)

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, que participou da operação, o acesso aconteceu de maneira indevida por meio da credencial de um servidor público. O principal suspeito é um menor de idade cuja identidade não foi divulgada.

Os quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Goiás e no Distrito Federal. Até o momento, não há informações se a ação, que incluiu o Núcleo de Inteligência do TJ-GO, resultou na prisão dos suspeitos.

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