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Segurança

Hacker que falsificou alvarás para fugir da prisão é preso no Rio de Janeiro

O homem é acusado de chefiar organização criminosa suspeita de manipular documentos no sistema do CNJ, usando credenciais de juízes.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule19/01/2026, às 11:00

Suspeito de fraudar alvarás de soltura que permitiram sua fuga da prisão, o hacker Ricardo Lopes de Araújo foi preso no Rio de Janeiro (RJ), na última semana, durante ação conjunta das Polícias Civis de Minas Gerais e do Rio. Ele é apontado como líder de organização criminosa especializada em invadir o sistema do Judiciário.

Junto com Araújo, outros três detentos saíram pela porta da frente do Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte (MG), no dia 20 de dezembro, apresentando os documentos falsificados. Desses, dois já foram recapturados, mas ainda há um foragido.

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Fraudes no sistema do CNJ

De acordo com a investigação, o hacker preso no Rio, conhecido como “Dom”, chefiava uma organização suspeita de acessar ilegalmente o sistema online do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizando diversas práticas ilícitas. Para tanto, o grupo utilizava logins e senhas pertencentes a juízes.

  • Com o acesso ao Judiciário, os suspeitos emitiam alvarás de soltura, se passando pelos magistrados, como os que possibilitaram a fuga da prisão em BH;
  • Eles também modificavam mandados de prisão, dificultando o cumprimento de ordens judiciais pelas autoridades competentes;
  • O desbloqueio de valores retidos pela justiça era outra prática dos hackers, desviando recursos para diferentes finalidades, movimentando cerca de R$ 40 milhões;
  • Além disso, o grupo conseguiu liberar veículos apreendidos pela justiça, a partir da fraude cibernética.
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O hacker Dom e os demais envolvidos foram liberados da prisão em BH após a apresentação de alvarás falsificados. (Imagem: tiero/Getty Images)

“Dom” e outros três integrantes da organização foram detidos em 10 de dezembro do ano passado, mas deixaram a prisão após a manipulação dos alvarás de soltura, inserindo as informações no Banco Nacional de Mandados de Prisão. Os documentos falsos foram identificados e cancelados menos de 24 horas depois.

Conforme o CNJ, não foram identificadas invasões ou falhas estruturais em seu sistema e também não há evidências do envolvimento de servidores do órgão, com as ações ilícitas sendo praticadas a partir do uso de credenciais de magistrados. O caso segue em investigação pela Secretaria de Segurança Pública e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

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