O Serasa Experian foi processado na Inglaterra em uma ação coletiva aberta por cidadãos que acusam a companhia de ser a responsável por um dos maiores vazamentos de dados da história do Brasil. O caso ocorreu em 2021 e expôs informações de cerca de 223 milhões de brasileiros, incluindo até pessoas falecidas.
De acordo com o Estadão, o Serasa informou que não foi citado no processo e negou ter havido invasão aos seus sistemas. “Lamenta-se e repudia-se a propagação de informações enganosas, com promessas falsas de indenizações ou compensações financeiras. Tal conteúdo não tem respaldo legal ou técnico”, pontuou ainda a empresa.
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Andrew Short, que é sócio do escritório Mishcon de Reya, que abriu o processo no país europeu, explicou que a ação se deu distante do Brasil porque a Experian, grupo dono do Serasa, tem sede na Inglaterra. “Além disso, o sistema jurídico inglês permite que grupos de indivíduos proponham demandas de forma conjunta por meio de ações coletivas”, acrescentou.
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Por enquanto, mais de 25 mil pessoas já manifestaram interesse em participar da ação coletiva. Qualquer pessoa que se sentiu prejudicada pelo vazamento pode entrar no processo.
A informação sobre o vazamento surgiu em janeiro de 2021 e foi publicada pela empresa de cibersegurança PSafe. À época, a companhia revelou que dados como CPF, endereço, telefone, fotos do rosto, escolaridade, CNPJ, benefícios do INSS e várias outras informações de brasileiros haviam sido expostas e estavam sendo vendidas na internet.
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