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Segurança

Ataque ao npm afeta ecossistema de código aberto e bilhões de instalações

Invasão a contas de mantenedores injetou programa malicioso voltado ao roubo em massa de credenciais corporativas, chaves de nuvem e dados de infraestrutura

Avatar do(a) autor(a): Luísa Giraldo

schedule06/08/2026, às 20:15

Um ataque cibernético em grande escala atingiu o ecossistema de desenvolvimento de software da plataforma npm, uma espécie de grande biblioteca virtual em que programadores baixam código prontos. Criminosos invadiram a conta de um mantenedor, pessoa responsável por atualizar e cuidar oficialmente de um projeto de software, e publicaram versões maliciosas que se espalharam rapidamente de forma automática.

A ação afetou mais de 400 pacotes que totalizam uma marca superior a dois bilhões de instalações mensais globalmente. O ataque ocorreu porque os criminosos colocaram comandos automáticos nos programas.

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Assim que um desenvolvedor baixava a biblioteca, esse comando escondido baixava um programa externo para rodar um código oculto. O programa varria os computadores infectados atrás de senhas de acesso, chaves de grandes empresas de tecnologia na nuvem, códigos de segurança de servidores e dados de programas usados para criar softwares.

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Prevalência de embalagem (Reprodução/Wiz)

Relatórios e descobertas 

Especialistas em segurança digital de empresas como Aikido, Wiz e Socket identificaram que o comportamento do código incluiu táticas avançadas de propagação autônoma. Em outras palavras, o vírus conseguia se espalhar sozinho para outros programas sem precisar de nova intervenção humana.

Segundo a equipe de pesquisa da Socket, o script malicioso utilizou "um mecanismo de instalação para baixar um ambiente independente e coletar dados confidenciais de forma silenciosa antes de propagar a infecção para outros pacotes".

Além do roubo de segredos, a investigação conduzida pelo grupo Wiz detalhou que o programa expandiu os alvos de extração em quase 70% e alcançou "credenciais de ferramentas de inteligência artificial, carteiras de criptomoedas e sistemas usados para juntar códigos de vários programadores". O estudo também apontou que os invasores usaram contratos inteligentes em blockchain, que são registros digitais automatizados para atualizar endereços de comando à distância e dificultar o trabalho de defesa.

Diante do risco crítico, as três empresas de monitoramento recomendaram que desenvolvedores e equipes de segurança adotem medidas imediatas para consertar o problema.

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Print de tela (Reprodução/Socket)

"Identifique e remova as versões afetadas dos ambientes de desenvolvimento, reconstrua os sistemas atingidos e faça a troca imediata de todas as senhas e chaves de acesso expostas", alertou a equipe de pesquisa da Wiz. As orientações incluem também a auditoria rigorosa de servidores e a substituição integral de qualquer dado que possa ter sido visto pelos criminosos.

Por falar em falhas na segurança digital,  O Google corrigiu brecha que deixava IA escalar privilégios e rodar códigos externos. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

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