A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) está tentando recrutar pessoas que residem na China e têm interesse em vazar informações oficiais do país asiático. A convocação foi feita por meio de um vídeo compartilhado pelo órgão em seu perfil no X, na última quinta-feira (15).
Na gravação, são fornecidas instruções para que os espiões chineses possam entrar em contato com a agência de maneira segura. “A CIA quer saber a verdade sobre a China; estamos procurando pessoas que saibam e possam dizer a verdade”, diz o texto da postagem, que acumula mais de 4,8 milhões de visualizações e 20 mil curtidas.
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Orientações para espiões chineses
Com texto em mandarim, o vídeo divulgado pela CIA traz um passo a passo apresentando formas de se comunicar com o serviço secreto dos EUA sem levantar suspeitas de autoridades chinesas. As instruções incluem dicas como:
- Adquirir um dispositivo eletrônico usando dinheiro em espécie ou cartão-presente, evitando fornecer dados pessoais que facilitem a identificação;
- Excluir aplicativos previamente instalados no aparelho, como navegadores, extensões e softwares de segurança;
- Se conectar a uma rede pública de Wi-Fi para possibilitar o anonimato durante o contato;
- Não deixar a tela do celular visível para câmeras de vigilância nem para outras pessoas nas proximidades;
- Instalar navegadores desenvolvidos por empresas sediadas nos EUA ou em países ocidentais;
- Ativar uma rede virtual privada (VPN) fornecida por marca americana durante a navegação;
- Criar novo endereço de email anônimo em um serviço disponibilizado por plataformas ocidentais;
- Utilizar apenas o canal oficial da CIA para o contato e o compartilhamento de informações.
É válido destacar que a agência já havia divulgado vídeos semelhantes em outras oportunidades. No primeiro semestre de 2025, por exemplo, o órgão sugeriu que membros de alto escalão do governo da China compartilhassem informações sensíveis com os EUA.
Nos conteúdos, eram mencionados supostos desaparecimentos de autoridades locais, com novas ações do tipo podendo ser evitadas a partir do recrutamento por Washington. Na ocasião, Pequim, respondeu à postagem tratando a convocação como “desprezível”.
As autoridades chinesas ainda não se manifestaram a respeito deste novo vídeo, que parece ser direcionado a qualquer cidadão e não cita oferta de recompensa para quem compartilhar informações de valor para a Casa Branca.
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