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Segurança

Iron Dome: cibercriminosos alegam ter desativado defesa aérea de Israel

Cardinal afirma ter obtido acesso a radares e complexos de interceptação israelenses para abrir passagem ao Irã; Israel não confirmou nenhuma falha.

Avatar do(a) autor(a): Cecilia Ferraz

schedule05/03/2026, às 17:35

updateAtualizado em 05/03/2026, às 17:36

O grupo Cardinal anunciou ter comprometido os sistemas de defesa aérea no sul de Israel, incluindo o Iron Dome e as redes de radar RADA. A ação, segundo o coletivo pró-russo, teria como objetivo explícito abrir um "corredor livre" para forças iranianas na região.

A divulgação foi feita por meio de capturas de tela que mostram o que parece ser uma interface de gerenciamento de radar militar, com o logo do grupo sobreposto às imagens.

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O que o Cardinal alega ter feito?

De acordo com o comunicado publicado pelo grupo, as ações incluem acesso ao gerenciamento de sistemas de radar, controle sobre complexos de interceptação, desativação das defesas do setor sul e comprometimento do rastreamento do Iron Dome

O comunicado termina com uma mensagem direta às forças iranianas: “O tempo chegou. Avancem.”

O grupo publicou as alegações tanto em inglês quanto em russo, o que é típico de coletivos hacktivistas com vínculos ou simpatias ao Kremlin.

O que é o Iron Dome?

O Iron Dome é o principal sistema de defesa aérea de Israel, desenvolvido pela empresa israelense Rafael Advanced Defense Systems em parceria com a americana Raytheon. 

Na prática, o sistema detecta mísseis lançados entre 4 e 70 quilômetros e responde disparando um míssil interceptor Tamir contra projéteis que ameacem áreas estratégicas e populosas.

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Aviso do grupo inclui versão russa do recado. Imagem: Daily Dark Web.

O Iron Dome é composto por três elementos: um radar de detecção e rastreamento, um sistema de controle de armas e gerenciamento de batalha (BMC) e uma unidade de disparo de mísseis (MFU), o que explica por que comprometer o radar seria tão crítico.

Desenvolvido exclusivamente pela empresa israelense Rafael Advanced Defense Systems, o projeto foi declarado operacional em 2011, com uma taxa de interceptação de 70% segundo a Força Aérea israelense. 

Seu batismo de fogo veio na Operação Pilar de Defesa de 2012, quando o sistema interceptou 85% dos mais de 400 mísseis disparados de Gaza.

Apesar da origem israelense, o projeto teve patrocínio direto dos Estados Unidos, já que a Casa Branca aprovou US$ 205 milhões em 2010 e, em 2012, o presidente Barack Obama anunciou um fundo adicional de US$ 70 milhões para o sistema.

Mas as alegações são verdadeiras?

Afirmações desse tipo, feitas por grupos hacktivistas são frequentemente exageradas, parcialmente encenadas ou completamente fabricadas para fins de propaganda e desinformação.

Não há, até o momento, nenhuma confirmação independente por parte das autoridades israelenses, nem evidências técnicas verificáveis de que houve uma intrusão real nos sistemas operacionais do Iron Dome. 

Israel tampouco confirmou nenhuma falha ou interrupção em sua defesa aérea no período em questão.

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