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Primeiro porta-aviões nuclear do mundo para caças de 6ª geração será construído pela Itália

O futuro navio-aeródromo italiano também deverá ser capaz de lançar drones de guerra e terá diversas outras tecnologias embarcadas.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule22/10/2025, às 21:45

updateAtualizado em 23/10/2025, às 20:19

A Marinha da Itália confirmou esta semana que planeja construir um porta-aviões movido a energia nuclear, modernizando a sua frota e entrando para o seleto grupo de países que possuem embarcações desse tipo. A fase de estudos do projeto está prevista para começar em 2026.

Intitulado “Portaerei di Nuova Generazione”, ou “Porta-aviões de Nova Geração”, o conceito também inclui um sistema de lançamento eletromagnético de aeronaves (EMALS), como indicam os documentos divulgados recentemente. Além disso, pode se tornar o primeiro do mundo compatível com os futuros caças de sexta-geração da Força Aérea americana.

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Propulsão nuclear, drones e mais

Planejando aumentar suas capacidades de operação, a Marinha italiana quer desenvolver um navio-aeródromo nuclear para reforçar sua posição no Mediterrâneo, seguindo o mesmo caminho da França, que recentemente iniciou a construção da maior embarcação do tipo na Europa. Os esforços fazem parte do programa “Minerva”.

  • A iniciativa, lançada em 2023 pela Diretoria de Armamentos Navais, prevê o uso de reatores navais com capacidade para produzir 30 MW de energia, cada;
  • Com esse sistema, será possível reduzir a dependência dos combustíveis convencionais, aumentar a resistência da embarcação e a flexibilidade operacional, segundo o projeto;
  • De tamanho reduzido, os reatores também devem permitir a otimização do espaço interno, liberando o transporte de cargas maiores de munições e combustível para os caças;
  • Já o citado mecanismo de catapultas eletromagnéticas substituirá o tradicional, a vapor, sendo capaz de lançar aeronaves maiores e mais pesadas.

A partir desta última característica, o futuro porta-aviões nuclear da Itália teria a capacidade de receber os jatos militares de sexta geração em desenvolvimento pelos EUA. O caça F-35C é outra possibilidade mencionada por especialistas, além do F35-B atualmente em uso pelos militares do país.

O navio de guerra também poderá operar lançamentos de drones para missões de ataque, reconhecimento e vigilância, se adaptando às novas estratégias de combate. Tecnologias como proteção cibernética avançada, radares de última geração e armas de energia direcionada são outras que deverão estar presentes.

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OS EUA são um dos poucos países que têm porta-aviões com propulsão nuclear. (Imagem: AvigatorPhotographer/Getty Images)

Cronograma indefinido

No momento, não há um cronograma definido pelas autoridades italianas. Foi divulgada somente a fase de estudos iniciando no ano que vem e há uma série de obstáculos que podem atrasar o desenvolvimento, como custos elevados, dependência de pessoal especializado e discussões sobre a viabilidade do projeto.

Analistas apontam que, em caso de aprovação do conceito, o projeto ambicioso começaria a ser construído somente depois de 2030. Já a entrada em serviço aconteceria no final da próxima década ou a partir de 2040 em diante.

O interesse da Itália na propulsão nuclear naval não é recente. Nos anos 1950, o país anunciou o submarino nuclear Guglielmo Marconi, alimentado por um reator de 30 MW baseado em modelos americanos, mas a iniciativa foi deixada de lado, na década seguinte, após o fim da cooperação com os EUA.

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Perguntas Frequentes

O que é o “Portaerei di Nuova Generazione” anunciado pela Marinha da Itália?
Trata-se de um projeto de porta-aviões nuclear que a Marinha italiana pretende desenvolver como parte do programa “Minerva”. O navio será equipado com tecnologias avançadas, como sistema de lançamento eletromagnético (EMALS), e poderá operar caças de sexta geração e drones de guerra. A fase de estudos está prevista para começar em 2026.
Por que a Itália está investindo em propulsão nuclear para seu novo porta-aviões?
A propulsão nuclear permitirá maior autonomia operacional, redução da dependência de combustíveis fósseis e otimização do espaço interno do navio. Os reatores planejados terão capacidade de 30 MW cada, possibilitando o transporte de mais munições e combustível para as aeronaves embarcadas.
O que é o sistema EMALS e qual sua importância no projeto?
EMALS (Electromagnetic Aircraft Launch System) é um sistema de catapultas eletromagnéticas que substitui os tradicionais sistemas a vapor. Ele permite o lançamento de aeronaves maiores e mais pesadas, como os caças de sexta geração, aumentando a flexibilidade operacional do porta-aviões.
Quais tipos de aeronaves o novo porta-aviões poderá operar?
O navio será compatível com os futuros caças de sexta geração da Força Aérea dos EUA, além de modelos como o F-35C e o F-35B, este último já em uso pelas forças armadas italianas. Também poderá lançar drones para missões de ataque, reconhecimento e vigilância.
Quais outras tecnologias estão previstas para o novo porta-aviões?
Além da propulsão nuclear e do sistema EMALS, o projeto prevê a incorporação de tecnologias como proteção cibernética avançada, radares de última geração e armas de energia direcionada, alinhando-se às novas estratégias de combate naval.
Quando o novo porta-aviões italiano deve entrar em operação?
Embora a fase de estudos comece em 2026, ainda não há um cronograma oficial para a construção. Analistas estimam que, se aprovado, o navio só começaria a ser construído após 2030, com entrada em serviço prevista para o final da década de 2030 ou a partir de 2040.
A Itália já teve experiências anteriores com propulsão nuclear naval?
Sim. Nos anos 1950, a Itália anunciou o submarino nuclear Guglielmo Marconi, com reator de 30 MW baseado em modelos americanos. No entanto, o projeto foi abandonado na década seguinte após o fim da cooperação com os EUA.
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