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Segurança

Nova arma 'frita' até 50 drones de uma só vez; confira em vídeo

Leonidas, da fabricante Epirus, usa pulso de micro-ondas de alta potência para derrubar exército de unidades inimigas

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule30/09/2025, às 15:00

updateAtualizado em 30/09/2025, às 16:20

Uma fabricante de armamentos chamada Epirus apresentou os resultados de um novo teste feito com um armamento voltado para combater drones em operações militares. O experimento foi considerado um sucesso do ponto de vista de desempenho do equipamento.

A arma em questão se chama Leonidas e é um pulso eletromagnético baseado em micro-ondas de alta potência (HPM, na sigla original em inglês). Os "disparos" são capazes de interferir nos sistemas de drones, fazendo com que eles fiquem desorientados a ponto de cair no solo.

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O experimento foi realizado no Camp Atterbury, no estado norte-americano de Indiana. Ao todo, o Leonidas foi capaz de derrubar os 61 drones posicionados como unidades inimigas nos testes — incluindo a interferência bem sucedida em um "enxame" de 49 drones de uma só vez e usando um único pulso.

Veja no vídeo abaixo como foi o teste, com vários drones sendo desabilitados praticamente em tempo real após a ativação:

Os testes envolveram cinco cenários diferentes, que simulam possibilidades concretas em regiões de conflito. As missões incluíam grupos de drones vindos de direções e altitudes variadas, a seleção de alvos por software para não afetar unidades aliadas e interceptações precisas de um só veículo aéreo não tripulado.

A arma anti-drone da Epirus

  • Em formato, o Leonidas é uma "parede" que usa como principal componente o nitreto de gáligo (GaN), um poderoso semicondutor;
  • O software da arma inclui inteligência artificial (IA) ajuda no controle da intensidade do pulso, além da seleção de alvos e até para determinar onde cada drone derrubado vai cair;
  • Além do modelo convencional, posicionado no solo, esse equipamento também existe em uma modalidade móvel, em cima de um veículo militar, e também "portátil", acoplada a um drone com menor intensidade no pulso;
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O Leonidas pode ser posicionado acima de um veículo para tornar a unidade mais móvel em combates. (Imagem: Divulgação/Epirus)
  • A empresa garante que o pulso eletromagnético é seguro para humanos, sem radiação ionizante e com personalização para ser usado apenas em zonas controladas;
  • O Leonidas está em desenvolvimento desde 2022 e teve o mais recente modelo revelado há alguns meses, com maior alcance e efetividade se comparado com gerações anteriores;
  • Clientes em potencial incluem o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que enviou representantes para a demonstração, além de outros "nove países aliados" e não nomeados;

Sabia que drones que usam fibra óptica e ficam fisicamente conectados a um sistema estão em uso em combates como o envolvendo Rússia e Ucrânia? Conheça essa tecnologia em detalhes nesta matéria!

Perguntas Frequentes

O que é o Leonidas e como ele funciona?
O Leonidas é uma arma desenvolvida pela fabricante Epirus que utiliza pulsos eletromagnéticos baseados em micro-ondas de alta potência (HPM) para desativar drones. Esses pulsos interferem nos sistemas eletrônicos dos drones, fazendo com que eles percam o controle e caiam.
Quantos drones o Leonidas conseguiu derrubar em testes?
Durante testes realizados no Camp Atterbury, em Indiana (EUA), o Leonidas derrubou um total de 61 drones. Em um dos cenários, ele foi capaz de desativar 49 drones simultaneamente com um único pulso.
Quais tecnologias compõem o Leonidas?
O Leonidas utiliza nitreto de gálio (GaN), um semicondutor avançado, como componente principal. Além disso, conta com software equipado com inteligência artificial (IA), que controla a intensidade dos pulsos, seleciona alvos e até calcula onde os drones desativados irão cair.
O Leonidas é seguro para humanos?
Sim. A Epirus afirma que o pulso eletromagnético do Leonidas é seguro para humanos, pois não utiliza radiação ionizante. Além disso, o sistema pode ser personalizado para operar apenas em zonas controladas.
Existem diferentes versões do Leonidas?
Sim. Além da versão convencional posicionada no solo, o Leonidas também possui uma versão móvel, instalada em veículos militares, e uma versão portátil, acoplada a drones, com intensidade de pulso reduzida.
Quais foram os cenários simulados nos testes?
Os testes incluíram cinco cenários distintos, simulando situações reais de combate. Entre eles estavam ataques de drones vindos de diferentes direções e altitudes, seleção de alvos para evitar danos a unidades aliadas e interceptações de drones individuais com precisão.
Quem são os possíveis compradores do Leonidas?
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos é um dos principais interessados e enviou representantes para acompanhar os testes. Além disso, outros nove países aliados, não identificados, também demonstraram interesse na tecnologia.
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