Site e app da Renner voltam a funcionar após ataque cibernético

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Após sofrer um ataque cibernético na última quinta-feira (19), a varejista de moda Renner finalmente colocou de volta no ar o seu site de compras no sábado (21) e o aplicativo no domingo (22). Atualmente, todas as operações da loja estão funcionando normalmente, incluindo na loja Camicado, que também foi afetada pelo ataque de ransomware.

O último comunicado oficial da empresa foi na sexta-feira (20), quando informou que suas equipes trabalhavam para restabelecer os serviços e agora a companhia terá que informar ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon-SP – quais bancos de dados foram atingidos, o nível de exposição das informações, o período total de indisponibilidade do site e se dados pessoais dos clientes foram vazados.

O site e aplicativo da Camicado, pertencente ao mesmo grupo, também já está funcionandoO site e aplicativo da Camicado, pertencente ao mesmo grupo, também já está funcionandoFonte:  Reprodução/Camicado 

O prazo final para a resposta é o dia 25 de agosto e a empresa também fornecerá o plano de proteção e recuperação executado, esclarecimentos sobre o processo de criptografia utilizado na coleta, tratamento e armazenamento de informações. A empresa ainda terá que falar sobre a presença de um Encarregado de Dados nomeado, como exigido na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

E o prejuízo?

A empresa ainda não forneceu detalhes sobre o acontecimento, descrevendo-o como um "(...) ataque cibernético criminoso em seu ambiente de tecnologia da informação". Em uma nota à Comissão de Valores Mobiliários, a Renner informou que os principais bancos de dados foram preservados e as atividades em lojas físicas não foram interrompidas. No entanto, segundo uma reportagem do Estadão, as lojas da varejista não estavam recebendo o pagamento de faturas no autoatendimento e nos caixas.

Como informamos na semana passada, a Renner pode ter sido vítima de um ataque ransomware, o mesmo tipo sofrido pela Colonial Pipeline em maio. Imagens em redes socais alegam que o valor exigido para liberação de dados pode ter sido US$ 1 bilhão. Um levantamento da ISH Tecnologia, informado pelo Estadão, revelou uma média mensal de 13 mil ataques digitais a companhias brasileiras, sendo que 57% são do tipo ransomware.