Mulher é multada por promover Popcorn Time em loja de celulares

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Uma funcionária de uma loja de celulares nos Estados Unidos foi demitida e multada por promoção e prática de atos de pirataria. Ao todo, além de custar o emprego, a ação judicial condenou a norte-americana a pagar uma multa de US$ 6,2 mil em danos de direitos autorais a estúdios.

Segundo o site TorrentFreak, o processo contra Sabrina Boylen foi movido pelo estúdio responsável pelo filme "Fúria em Alto Mar", posteriormente unindo outras produtoras com interesses parecidos. O motivo da ação? A mulher estava promovendo um app de pirataria na loja de celulares.

De acordo com o depoimento de uma testemunha, a acusada teria "baixado vários filmes" pela plataforma Popcorn Time e também promovido o serviço a clientes da loja em que ela trabalhava, a VICTRA, como uma alternativa grátis a serviços de aluguel ou streaming para quem estivesse comprando um dispositivo móvel no local.

E agora?

Ao todo, o estúdio havia pedido uma pena de US$ 150 mil em danos por direitos autorais, o que foi substancialmente reduzido em tribunal. O juiz não aceitou o argumento de que as atividades da norte-americana significativamente impactaram os ganhos da empresa.

Porém, se os downloads pessoais da acusada não foram considerados um fator grave, a promoção do serviço a terceiros foi levado em conta como algo irregular — algo similar ao que levou um dinamarquês a ser multado em 2018 por divulgar o próprio Popcorn Time.  Além da multa, Sabrina terá que pagar os custos legais do processo.

Há alguns meses, um grupo de estúdios cinematográficos independentes anunciou que começaria a ir atrás de usuários do serviço, que foi criado por um argentino e já foi desativado e reativado algumas vezes desde 2014.