Microsoft investe em startup que combate ataques de ransomware

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Reforçando a luta contra os ataques de ransomware, que têm crescido a uma taxa de 150% ao ano, especialmente após o início da pandemia, a Microsoft adquiriu uma participação acionária na Rubrik, startup de segurança cibernética sediada na Califórnia (Estados Unidos). O acordo, anunciado na terça-feira (17), não teve o valor do investimento revelado.

As empresas vão trabalhar em conjunto desenvolvendo novas soluções de segurança baseadas no Azure, serviço de armazenamento na nuvem da gigante de Redmond. O objetivo é aumentar a proteção dos dados, prevenindo ataques cibernéticos que resultem no sequestro de arquivos, como o sofrido pela JBS no início de junho.

Fundada em 2014, a Rubrik atua em parceria com a Microsoft há alguns anos, atendendo mais de 2 mil clientes em todo o mundo. A partir desse novo acordo, ambas querem “elevar as ofertas de serviço já disponíveis ao próximo nível”, conforme explicam em comunicado.

As duas empresas já atuavam juntas antes do novo acordo.As duas empresas já atuavam juntas antes do novo acordo.Fonte:  Rubrik/Divulgação 

Segundo a startup, a proteção de dados “confiança zero” é uma das apostas, utilizando a tecnologia para ambientes de nuvem híbrida e data center, incluindo também o Microsoft 365. Com a proteção adicional, as informações dos clientes estarão seguras tanto em casos de ataques quanto nas ocorrências de exclusão acidental e corrupção.

Método de “confiança zero”

Na abordagem de “confiança zero”, adotada pelas parceiras, nenhum dispositivo, aplicativo ou pessoa conectada à rede são considerados confiáveis, mesmo tendo sido verificados. Nesse padrão, os dados devem ser nativamente imutáveis, possibilitando assim evitar a sua modificação, exclusão ou criptografia por ransomware.

Dessa forma, a solução fornecida pela empresa permite recuperar os dados após uma campanha maliciosa, evitando o pagamento de resgate aos criminosos virtuais. Em geral, os atacantes exigem grandes quantias para devolver o acesso às informações, como os US$ 70 milhões cobrados pelo grupo REvil no ataque à Kaseya, ocorrido no mês passado.