Ransomware: brasileiros pagam resgate, mas só 33% recebem dados

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Imagem: Andrey Popov/Getty Images
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A Kaspersky, empresa internacional de cibersegurança e privacidade digital, divulgou na quarta-feira (7) os resultados de uma nova pesquisa global realizada com mais de 15 mil consumidores ao redor do mundo. No tópico relativo ao Brasil, um dado chamou a atenção: embora a maioria dos brasileiros (56%) que foram vítimas de ransomware em 2020 tenham pago resgates, somente um terço recebeu seus dados de volta.

Um dos golpes online mais utilizado por cibercriminosos para extorquir dinheiro das vítimas, o ransomware utiliza uma tecnologia lícita, a criptografia (a mesma que protege as conversas no WhatsApp) junto com um programa malicioso para bloquear os arquivos no próprio computador da vítima, impedindo sua utilização. Para liberar os dados, eles exigem um “resgate”.

Um detalhe curioso apresentado pela pesquisa realizada é que usuários mais jovens são mais propensos a pagar os resgates. Mais da metade dos que pagaram resgate pelos seus dados (52%) estão na faixa entre 15 e 24 anos. Entre usuários de 45 e 54 anos, esse índice foi de 46%, mas apenas 11% entre os maiores de 55 anos.

Fonte: Kaspersky/DivulgaçãoFonte: Kaspersky/DivulgaçãoFonte:  Kaspersky 

Como agir em caso de ransomware?

De uma forma ou de outra, somente 16% das vítimas conseguiram recuperar todos os seus arquivos criminosamente criptografados, mesmo pagando o resgate. Um total de 80% das vítimas sofreram perdas em algum nível: 44% dos brasileiros não recuperaram uma quantidade significativos dos dados; 20%, só uma quantidade pequena; e 16%, praticamente nada.

Em um comunicado à imprensa, o diretor de consumo da Kaspersky para a América Latina, Fabiano Tricarico, esclarece que a empresa sempre recomenda que “a vítima de um ataque de ransomware não pague o resgate, pois o pagamento não garante a devolução dos dados".

O oposto acontece, segundo o especialista: ao receber um pagamento pelos arquivos, o criminoso vai saber que aqueles são dados valiosos, e eles passarão a atacar aquela vítima seguidamente. Por isso, Tricarico sugere que, em vez de pagar resgates, as pessoas invistam na proteção do dispositivo e na cópia de segurança dos dados.

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