EUA indiciam hackers norte-coreanos por roubar US$ 1,3 bilhão

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) indiciou nesta quarta-feira (17) três programadores da Coreia do Norte acusados de participar de uma “ampla conspiração criminosa”, incluindo ataques cibernéticos que roubaram e extorquiram mais de US$ 1,3 bilhão em dinheiro e criptomoeda. Entre os alvos, estavam bancos e grandes estúdios de cinema de Hollywood.

Conforme a acusação apresentada ao Tribunal de Los Angeles, os hackers Jon Chang Hyok, Kim Il e Park Jin Hyok também conduziram campanhas de spear phishing contra várias empresas de tecnologia, energia e aeroespacial, além de atacarem o Departamento de Estado e o Departamento de Defesa dos EUA.

As autoridades afirmam ainda que os três réus desenvolveram e lançaram aplicativos maliciosos de criptomoeda e administravam um esquema de blockchain cujos investidores recebiam uma participação em embarcações marítimas. De acordo com o DOJ, tal prática permitia ao país asiático obter secretamente fundos de investidores, controlar interesses em embarcações marítimas e evitar sanções americanas.

As autoridades americanas acreditam que os cibercriminosos indiciados estejam no seu país natal.As autoridades americanas acreditam que os cibercriminosos indiciados estejam no seu país natal.Fonte:  Pixabay 

O trio, que trabalha para a agência de inteligência militar da Coreia do Norte, chamada Reconnaissance General Bureal (RGB), também empreendeu ataques a instituições financeiras e empresas do sul e sudeste asiático, África e México, entre março de 2018 e setembro de 2020.

Ataques de maior repercussão

Um dos réus indiciados, Park já havia sido acusado de ter participado de dois casos de grande repercussão na década passada. Um deles foi o ataque virtual à Sony Pictures, realizado em 2014 como uma retaliação ao lançamento do filme A Entrevista, no qual o líder do país Kim Jong-un é satirizado.

Ele também esteve envolvido na criação do WannaCry, em 2017, um ransomware usado para infectar computadores em todo o mundo, em um ataque de proporções globais.

Acredita-se que os outros dois acusados, que possuem ligações com o Grupo Lazarus (igualmente conhecido como APT38), também tenham participado desses ataques de maior destaque.