Google teria acessado mensagens privadas do WhatsApp

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Mesmo que contem com criptografia de ponta a ponta, é possível que suas conversas no WhatsApp, definitivamente, não sejam privadas – ao menos para algumas empresas. Na última quarta-feira (16), a procuradoria-geral do Texas (Estados Unidos) anunciou um caso antitruste contra a Google e seus esquemas de publicidade, e, aparentemente, a companhia está de olho em suas fofocas.

Entre as alegações, foi indicada uma suposta conspiração de longa data entre a gigante das buscas e o Facebook com o objetivo de neutralizar a ameaça de concorrentes, que, segundo a denúncia, inclui um acordo de acesso a milhões de mensagens privadas e fotos de usuários do aplicativo, firmado logo após a venda dele à rede social.

Ambas as empresas se recusaram a comentar oficialmente o caso, dada a sensibilidade legal do processo em andamento; off the record, negaram as acusações. Além disso, a Google mencionou uma declaração do CEO Sundar Pichai dada em junho, em que o executivo se comprometeu a não usar dados do Drive para publicidade.

"Não vendemos suas informações para ninguém e não usamos informações em aplicativos em que você armazena principalmente conteúdo pessoal – como Gmail, Drive, Agenda e Fotos – para fins publicitários. Ponto final", disse, na época.

Documento aponta esquemas preocupantes.Documento aponta esquemas preocupantes.Fonte:  Reprodução 

Será mesmo?

De todo modo, questionamentos a respeito da teoria podem colocar em xeque tal possibilidade. Isso porque, tecnicamente, a empresa de Mark Zuckerberg não teria acesso centralizado a todo esse volume de informação no momento da aquisição, já que o esquema de segurança deveria impedir negociações do tipo justamente pela ausência de "produto" – no caso, seus bate-papos e suas selfies. Por outro lado, o Gmail, por exemplo, armazena tudo em seus servidores e pode digitalizar dados em massa quando bem quiser. Aí, bem, restaria confiar em Pichai.

Uma outra hipótese levantada por Alex Stamos, do Centro para Segurança e Cooperação Internacional (CISAC) da Universidade de Stanford, relacionaria o caso a backups realizados pelos usuários fora do ambiente encriptado, inclusive facilitado pela Google. Ainda assim, ressalta, não existe exclusividade alguma nos processos, estendidos, também, ao público do iOS.

Por fim, a denúncia não deixa de ser alarmante, mas precisamos esperar pela divulgação de mais detalhes da ação para descobrirmos se os "nudes", de fato, estão nas mãos não só do consagrado ou da consagrada, mas de uma big tech para a qual informação sobre nossas vidas, pelo jeito, nunca é demais.