Ransomware: hackers cobram resgate da base de dados do STJ

1 min de leitura
Imagem de: Ransomware: hackers cobram resgate da base de dados do STJ
Imagem: oglobo
Avatar do autor

Criminosos conseguiram criptografar totalmente a base de dados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entre segunda e terça-feira desta semana (02-03), deixando a instituição às escuras. Hoje (05), técnicos do STJ encontraram um pedido de resgate com um contato dos hackers para negociação. As informações são do Bastidor.

A mensagem é vaga, mas dá todos os indicativos de que se trata de um ransomware, quando hackers sequestram importantes bases de dados e em seguida pedem grandes somas de dinheiro, normalmente a serem pagas em Bitcoin, para devolver o acesso à vítima.

stjHackers deixam contato para negociar resgate da base de dados do STJ. (Fonte: O Bastidor/Reprodução)

Na mensagem em inglês, os hackers anunciam o ataque, dizendo que "todos os arquivos foram completamente criptografados". Há, inclusive, um aviso para técnicos sobre possíveis corrompimentos de arquivos em caso de tentativas de descriptografar os servidores. Os criminosos ainda se oferecem para restaurar itens afetados.

Quem está por trás disso?

Ainda não existe qualquer informação oficial sobre a possível identificação dos envolvidos nos ataques ao STJ, Ministério da Saúde, Governo do Distrito Federal e outras instituições públicas. A mensagem encontrada pelos técnicos do STJ não tem indicação de valores que os criminosos desejam receber em troca da devolução da base de dados e não parece haver algum tipo de motivação política no texto.

Isso poderia indicar um ataque de hackers independentes, mas não é possível descartar a ação de governos estrangeiros. Tudo não passa de especulação no momento, mas episódios como os desta semana já aconteceram em países como Estados Unidos e Ucrânia e, em muitos casos, foram ataques direcionados em resposta a declarações políticas de presidentes e outros líderes.

O STJ ainda não se posicionou oficialmente sobre o tema.

Ransomware: hackers cobram resgate da base de dados do STJ