Elon Musk, CEO da SpaceX, e Demis Hassabis, CEO da DeepMind, assinaram, juntos com mais de 2,4 mil outros pesquisadores e empresários da área de inteligência artificial, um acordo para não desenvolver robôs autônomos capazes de matar pessoas.

O compromisso foi publicado durante a edição deste ano da Conferência Internacional em Inteligência Artificial, que acontece em Estocolmo, capital da Suécia. Ele diz que a decisão de tirar a vida de uma pessoa nunca deveria ser responsabilidade de uma máquina e sistemas de armas que utilizem inteligência artificial para selecionar seus alvos são uma ameaça.

O acordo diz que a decisão de tirar a vida de uma pessoa nunca deveria ser responsabilidade de uma máquina.

“Milhares de pesquisadores em inteligência artificial concordam que removendo o risco, a imputabilidade e a dificuldade de tirar vidas humanas, armas autônomas letais poderia virar um instrumento poderoso de violência e opressão, especialmente quando ligados a sistemas de vigilância e de dados”, diz um trecho do acordo.

É difícil prever se a carta terá mesmo algum efeito nessa área, mas ela deixa clara a cobrança para que as empresas tomem algum posicionamento sobre o da IA nesse tipo de equipamento. No mês passado, o Google enfrentou diversas críticas após o projeto Maven vir a público, uma tecnologia usada em áreas militares pelo governo dos Estados Unidos.

Elon Musk, que assinou o acordo, também é conhecido por ser crítico do uso da inteligência artificial nesse campo, chegando a afirmar que a IA pode ser mais perigosa que armas nucleares.

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