O CEO da SpaceX e da Tesla Motors, o inventor e bilionário sul-africano Elon Musk, apareceu de surpresa no South by Southwest (SXSW), festival de música que aos poucos se tornou também um grande centro de novidades para a cultura pop e a tecnologia. Ele confirmou os planos de chegar à Marte em 2022 e adiantou que a nave responsável pelo trajeto pode começar a ser testada já em 2019. O que chamou atenção, mais uma vez, foi seu medo com relação aos avanços da inteligência artificial (IA).

"Estamos bastante perto da vanguarda da IA e isso me assusta para diabo. Nós temos que descobrir alguma forma de garantir que o advento da super inteligência digital seja simbiótico com a humanidade. Penso que essa é a maior crise existencial que enfrentamos”, disse. Embora muitos especialistas tenham amenizado essa crença de que a IA traga mesmo um “Dia do Julgamento”, como cansamos de ver no cinema, Musk não está nem aí para as críticas e essas teorias e bate o pé a respeito do assunto.

south by southwest sxswEstande da NASA no South by Southwest, que se tornou um grande centro de divulgação de tecnologia

“Anotem minhas palavras. A IA é muito mais perigosa que as armas nucleares.” Aliás, a vontade de desbravar Marte vem justamente dessa aversão às redes neurais autônomas. Ele diz que colonizar o Planeta Vermelho seria um importante e necessário passo para garantir a sobreviência da humanidade no caso de uma futura Idade das Trevas.

Nave que vai para Marte começa a ser testada no ano que vem

"A curto prazo, para ir até Marte é preciso construir uma nave espacial. E estamos fazendo progresso. Estamos fabricando essa primeira nave, a primeira interplanetária até hoje, e acho que poderemos fazer voos curtos e baixo, provavelmente, em algum momento do primeiro semestre do próximo ano”, afirmou Musk, durante o curto bate-papo do SXSW.

Ainda que seja apenas o início dos experimentos, é uma boa meta para que o longo caminho seja pavimentado até 2022 — que é uma data até considerada muito próxima para muitos. Mas isso não é problema para ele, que costuma ter prazos ambiciosos. “As pessoas me dizem que meus cronogramas são historicamente otimistas”, divertiu-se com a multidão.