Se você costuma acessar sites ou serviços de mídia estrangeiros com alguma frequência, provavelmente já deu de cara com o famoso aviso de que um determinado conteúdo não está liberado na sua região. É o que acontece com quem visita o Hulu ou o BBC iPlayer no Brasil, por exemplo. Mas, apesar de serem inconvenientes, as restrições com base em localização geográfica, geralmente feitas por conta de limitações de licenciamento de conteúdo, não constituem uma barreira intransponível.

Hoje, as alternativas mais populares para quem precisa driblá-las são o Smart DNS e a VPN — que oferecem basicamente a mesma solução, mas têm diferenças significativas que você deve considerar na hora de fazer a sua escolha. Descubra agora por que, dependendo da sua finalidade, uma opção pode ser mais adequada do que a outra.

Smart DNS: como funciona, vantagens e desvantagens

Ele é uma espécie de intermediário que conecta o seu dispositivo ao site que você deseja acessar. Ele faz isso por meio de um servidor DNS que atua como uma ponte entre os dois lados, trocando o endereço do seu aparelho e fazendo com que parte do tráfego transite por um caminho alternativo. É nesse momento que os seus dados ganham a identidade geográfica do responsável pela ligação — ou seja, ele dribla as restrições forjando a sua localização por meio do equipamento que faz a conexão.

A grande vantagem do Smart DNS é o fato de manter a velocidade da sua conexão. Isso acontece porque ele não criptografa o tráfego, funcionando como uma boa opção para acessar serviços de streaming, por exemplo. Agora, apesar de atuar sobre as suas configurações, o serviço não muda o seu endereço de IP nem coloca os seus dados em código, ou seja, sua identidade estará visível e o seu dispositivo, mais vulnerável a ataques.

VPN: o que é, pontos positivos e negativos

No caso da VPN (Virtual Private Network, ou Rede Privada Virtual), o seu dispositivo é conectado ao site ou serviço que você deseja acessar por meio de um protocolo de tunelamento — um processo que mascara a sua conexão, criptografa suas informações e faz a transmissão delas de maneira mais segura, protegendo o seu endereço de IP enquanto exibe o do servidor, forjando, assim, a sua localização.

Como você já deve ter notado, a anonimidade dessa opção é uma boa para quem tem uma preocupação maior com a segurança dos dados que trafegam. Contudo, isso acaba comprometendo a velocidade. Além disso, a alternativa é menos versátil que o Smart DNS e pode não funcionar se você quiser usá-la em sistemas de entretenimento como o Google Chromecast e o Apple TV.

Afinal, qual escolher?

A decisão entre Smart DNS e VPN deve levar em consideração a sua finalidade. Se for visitar páginas de torrent e compartilhamento de arquivos P2P, que podem expor o seu dispositivo a uma vulnerabilidade maior, talvez a última seja mais indicada. Agora, se a sua intenção for navegar em sites e serviços de streaming seguros, o primeiro é uma boa solução. 

Qualquer que seja a sua escolha, certifique-se de que ela atenda às suas necessidades e pense se vale mesmo a pena investir nesse tipo de assinatura. A Netflix está se esforçando cada vez mais para rastrear e bloquear o acesso de servidores associados a essas atividades ao seu conteúdo, e outras empresas podem seguir o mesmo caminho.

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