O recém-publicado 13º Relatório Anual sobre Segurança da Infraestrutura Global de Redes (WISR - Worldwide Infrastructure Security Report) da NETSCOUT Arbor registrou no ano de 2017 um total de 264,9 mil ataques DDoS – Distributed Denial of Service – dirigidos ao Brasil, o que corresponde a 728 ataques por dia ou 30 por hora. Em escala global, houve 7,5 milhões de ataques DDoS em 2017.

Entre os ataques dirigidos ao Brasil, a maioria – 34,09% – tem origem no próprio país. Em seguida, as principais fontes de ataque ao Brasil são Estados Unidos, com 30,30%; Canadá, com 17,80%; e Reino Unido, com 17,80%.

Brasil no top 5

Esse tipo de ataque visa também firewalls, sistemas IPS e balanceadores de carga, tornando essas soluções de segurança pontos de vulnerabilidade na infraestrutura das empresas

Geraldo Guazzelli, diretor geral da NETSCOUT Arbor para o Brasil comenta que o fato de o Brasil estar entre os cinco primeiros alvos de ataques DDoS no mundo – depois de Estados Unidos, Coreia do Sul, China e França – mostra a necessidade de proteção por parte das empresas e instituições do país.

Ele ressalta também que a NETSCOUT Arbor identificou no Brasil, em 2017, o maior ataque de PPS (pacotes por segundo) até hoje identificado por suas equipes em todo o mundo. Trata-se de um ataque em que foram encaminhados 245 milhões de pacotes por segundo, ocorrido no mês de julho.

Guazzelli explica que “esse tipo de ataque visa também firewalls, sistemas IPS e balanceadores de carga, tornando essas soluções de segurança pontos de vulnerabilidade na infraestrutura das empresas. É uma aparente e real inversão de valores, na qual dispositivos introduzidos na rede para elevar o nível de segurança, acabam contribuindo para o sucesso de um ataque”.

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Risco em crescimento

De 2016 para 2017 os ataques volumétricos diminuíram em tamanho, com pico de 800 Gbps em 2016 contra 600 Gbps em 2017. Em contrapartida, ganharam em frequência e em eficiência: 57% das empresas e 45% das operadoras de datacenter que participaram das pesquisas tiveram sua banda de internet saturada por ataques DDoS, contra 42% em 2016.

As informações do 13o WISR se baseiam em dados de 360 provedores de serviços e de hospedagem, operadores móveis e empresas e outros tipos de operadores de rede em todo o mundo

“Isso, porém, não significa um alívio para as operadoras e empresas, mas consolida a nossa presença no mapa mundial de ataques. Em 2016 foram realizados os Jogos Olímpicos, evento de visibilidade mundial que atrai ainda mais a atenção dos hackers e criminosos. Ainda no caso do Brasil, é interessante notar que há um grande número de dispositivos IoT contaminados, integrando botnets – as redes zumbi – que disparam ataques DDoS”, observa Guazzelli.

As informações do 13o WISR se baseiam em dados de 360 provedores de serviços e de hospedagem, operadores móveis e empresas e outros tipos de operadores de rede em todo o mundo. Os dados são relativos ao período de novembro de 2016 a outubro de 2017.

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