A Índia possui o maior sistema de identificação biométrica do mundo, com mais de 1,19 bilhão de pessoas cadastradas. Cada uma delas possui um número de identidade de 12 dígitos chamado Aadhaar, uma espécie de RG que contém dados biométricos e demográficos dos cidadãos indianos e que vem sendo usado cada vez mais vinculado a contas bancárias, serviços de telecomunicações e muito mais.

Isso tornou o Aadhaar um prato cheio para hackers, que, caso fossem capazes de acessar esses dados pessoais, poderia lucrar ilegalmente explorando essas informações sensíveis. A instituição responsável pelo Aadhaar, a UIDAI (Unique Identification Authority of India, ou Autoridade Única de Identificação da Índia), afirmou categoricamente que os dados de usuários do sistema são seguros, mas não foi isso que descobriu a publicação The Tribune.

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Fácil de comprar

O jornal indiano fez um trabalho de investigação e conseguiu, por meio de um contato via WhatsApp, comprar por apenas 500 rupias, o equivalente a pouco mais de R$ 25 reais, login e senha de acesso ao site da UIDAI.

A agência insistiu que o esquema não dava acesso a detalhes biométricos das pessoas

Lá, usando apenas o número do Aadhaar de alguém, era possível acessar dados pessoais diversos, como nome completo, endereço, foto, número de telefone e endereço eletrônico. Pior ainda, a reportagem revelou que por mais 300 rupias, ou R$ 15, era possível obter um software capaz de imprimir qualquer Aadhaar cujo número você conhecesse.

O UIDAI diz que a violação parece ser a exploração de um sistema que permitia aos agentes da Aadhaar corrigir erros de dados, como uma mudança de endereço ou uma ortografia incorreta no nome de uma pessoa. No entanto, a agência insistiu que o esquema não dava acesso a detalhes biométricos das pessoas.

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