A última eleição presidencial norte-americana levantou diversas questões sobre a interferência de hackers, principalmente no que toca a campanha eleitoral pró-Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O assunto é quente e o Facebook agora está patrocinando um programa, desenvolvido pela Universidade de Harvard, que busca prevenir fraudes eleitorais realizadas por hackers.

O Facebook vai financiar o programa 'DDD' em R$ 1,5 milhão

O programa se chama Defending Digital Democracy (algo como "Defendendo a Democracia Digital") e terá um aporte de US$ 500 mil provenientes do Facebook, cerca de R$ 1,5 milhão em conversão direta.

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O investimento foi anunciado pelo líder da equipe de segurança no Facebook, Alex Stamos, durante a conferência Black Hat, em Las Vegas, EUA. Em entrevista para a CNN, Stamos comentou que "gostaria de ver a comunidade de segurança pensando além do hacking tradicional", procurando "outras maneiras em que a tecnologia pode ser abusada".

A história vai mais longe do que isso que vemos?

Um ponto interessante do programa Defending Digital Democracy, é que os líderes são formados pelos gerentes das campanhas eleitorais de Hillary Clinton e Mitt Romney — além de colaboradores em companhias como Google, Facebook e Crowdstrike. O ponto interessante: ano passado, Hillary Clinton sofreu com um vazamento de emails massivo publicado pelo WikiLeaks. Acredita-se que esses emails foram roubados por hackers russos.

Falando em hackers russos, outra alegação investigada pelo ex-diretor do FBI, James Comey, indicava que o atual presidente Donald Trump tinha ligações com grupos de hackers russos — entre eles, o famoso Fancy Bear, que também atua com outros nomes. Poucos meses após iniciar essa investigação, Donald Trump demitiu James Comey do cargo no FBI. Entendeu o ponto interessante?

James Comey, ex-diretor do FBI, demitido por Donald Trump

Voltando ao ponto

O investimento do Facebook ao Defending Digital Democracy é um esforço para determinar como atacantes e invasores utilizam redes sociais e websites para "manipular a democracia", disse a CNN. Como meta final, Alex Stamos disse que os políticos candidatos para as próximas eleições saberão "como se proteger melhor" contra ataques — ou esconder melhor os próprios emails e documentos dos olhos públicos.

A dica de R$ 1,5 milhão? Use verificação em dois passos

Para permitir que isso aconteça, o Defending Digital Democracy pretende compartilhar informações sobre ciberataques entre gerentes de campanha e alertar sobre melhores práticas de segurança. Entre elas, se você está lendo até aqui, provavelmente já sabe dessa: utilize autenticação de dois fatores em tudo que for possível — também conhecida como verificação em dois passos.

Vale lembrar que, em novembro de 2016, o CEO do Facebook Mark Zuckerberg comentou que a "percepção de achar que o Facebook influencia em eleições é louca". O que você acha sobre isso? Deixe a sua opinião nos comentários.

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