Pesquisadores da McAfee descobriram um novo tipo de ransomware que, em vez de cobrar um valor em bitcoins quando sequestra um computador, ameaça a vítima a divulgar informações pessoais e o histórico de navegação na internet para os contatos na agenda do smartphone.

As aplicações falsas em questão são: Wallpapers Blur HD e Booster & Cleaner Pro

O ransomware em questão, chamado LeakerLocker, foi encontrado na Google Play Store e tem como alvo smartphones Android. Apesar disso, os pesquisadores comentaram que o Leaker Locker não encripta os arquivos, mas alega que "faz um backup dos dados no dispositivo para compartilhá-los". Especificamente, os dados são enviados para contatos telefônicos e emails na agenda.

Para não enviar as suas informações pessoais e todos os sites que você costuma navegar, o ransomware cobra US$ 50 em compras no app. As aplicações falsas em questão são: Wallpapers Blur HD e Booster & Cleaner Pro que, juntas, foram baixadas mais de 15 mil vezes.

A McAfee alertou a Google sobre a presença do ransomware na loja de aplicativos e a companhia disse que está "investigando o caso". Apesar de a Google não entregar qualquer comentário extra, ambos os aplicativos falsos foram retirados da loja de apps.

O que é ransomware?

Se você quiser refrescar a memória, em maio deste ano, o ransomware WannaCrypt (WannaCry) afetou mais de 300 mil computadores em mais de 150 países no mundo. O Brasil foi um dos países afetados, com companhias e instituições governamentais desligando computadores e servidores durante alguns dias — você pode clicar aqui para saber mais.

TecMundo recomenda que você não pague ransomware

Caso você não saiba, o ransomware é um tipo de malware que, quando entra em um sistema, restringe o acesso e cobra um valor "resgate" para que o usuário possa voltar a acessá-lo. Por exemplo, ao clicar ou baixar um arquivo malicioso, o computador de uma companhia é completamente compactado via criptografia. As companhias praticamente não têm como pegar novamente esses arquivos, a não ser que pague o valor estabelecido pelo invasor — normalmente em bitcoin. Um modus operandi sofisticado, refinado, que não deixa traços, marcas ou trilhas de quem fez isso.

TecMundo recomenda que você não pague ransomware. O mercado do crime virtual gera bilhões de dólares anualmente pelo mundo. Estamos falando de US$ 400 bilhões, segundo a Norton. Apenas no Brasil, em 2016, esse número foi US$ 32 bilhões. Exatamente por isso, podemos afirmar que o cibercrime é um mercado vivo. Acesse aqui para saber mais sobre isso e como contornar ransomwares.

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