Viver com saúde utilizando uma ajudinha de gadgets deixou de ser uma exclusividade para os atletas geeks. Os dispositivos não mais se limitam a apenas contar quantos passos você deu em sua caminhada. Essa é apenas a ponta do iceberg, e, segundo especialistas, esses acessórios e aplicativos realmente têm o potencial de salvar vidas.

A tecnologia não poderia chegar em melhor hora, levando em consideração que o interesse da população em saúde e em avanços da tecnologia móvel vem crescendo exponencialmente em uma mesma vertente nos últimos anos. Os casos de adoção desses dispositivos estão se espalhando para o público geral.

 Contar calorias é coisa do passado

Imagine saber qual o impacto no seu nível de açúcar no sangue, pressão arterial, frequência cardíaca e hidratação tem um hambúrguer e um refrigerante? Sensores portáteis têm o potencial de nos dar informações biométricas essenciais em tempo real para monitorar o que está acontecendo com nosso corpo à medida que ingerimos esses alimentos, ajudando o usuário a tomar decisões mais saudáveis.

Mas não é só alimentação que está na mira dessa nova tecnologia: sono, stress, depressão e até mesmo câncer também são alvos dos desenvolvedores para ajudar as pessoas a serem mais saudáveis (e lucrar, claro).

Não são poucos os aplicativos, dispositivos e add-ons na área de saúde, por exemplo:

A JawBone lançou o UpCoffe, que informa como seu corpo está reagindo à cafeína e seu impacto sobre seu sono.

O Beddit Sleep Monitor lhe diz exatamente como você dormiu, incluindo seus ciclos de sono profundo e de luz, utilizando um sensor que desliza sob o lençol.

O The Dash, da Bragi, são fones de ouvido inteligentes e sem fio que serve não apenas para ouvir músicas, mas também para seguir seus sinais vitais e desempenho nos exercícios.

A Google não fica de fora. A empresa está fazendo uma parceria com a Novartis para testar uma lente de contato inteligente que mede os níveis de açúcar do usuário.

Nos Estados Unidos, a FDA, a agência que regulamenta alimentos e medicamentos no país, controla boa parte dos aplicativos para saúde. No Brasil, entretanto, ainda não há uma discussão a respeito. Mas muitos médicos já estão apresentando prescrições eletrônicas aos seus pacientes quando sugerem o uso de um aplicativo para complementar o tratamento.

Doenças graves

Alguns dispositivos também estão fazendo incursões na detecção do câncer e do ebola. A First Warning Systems desenvolveu um sistema que fica dentro do sutiã das pacientes e coleta dados durante um período de 2 a 12 horas. As informações coletadas ajudam no diagnóstico precoce do câncer de mama.

A eHealth África, uma entidade de pesquisa focada em melhorar a saúde através da criação de sistemas de gestão de informação, desenvolveu um aplicativo Android para gerenciar informações sobre pessoas que tiveram contato com o vírus ebola. 

Na Austrália, alguns testes foram realizados com bombeiros. Eles deveriam engolir uma pílula de transmissão de dados que detectam os primeiros sinais de stress por calor – depois a pílula é expelida na forma de costume.

Agora, imagine um sensor para pacientes cardíacos que transmite os dados diretamente para a nuvem de um provedor de cuidados de saúde. Essas informações ficam disponíveis para a equipe médica o tempo todo. Ou um sensor que controla se os pacientes se lembraram de tomar a medicação — algo assim já existe, se chama Digital Health Feedback System e foi criado pela Proteus Digital Health.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 50% dos pacientes de doenças graves não conseguem tomar a medicação corretamente.

Seu relógio só mostra as horas?

Mas a novidade do momento é referente aos smart watches. Aquele seu Drummond agora é item de museu. Os relógios de hoje possuem monitor de frequência cardíaca, sensor pedômetro, contador de distância percorrida etc. (isso porque só estamos levando em consideração as utilidades para a saúde).

A Samsung com o Gear S, a Motorola com o Moto 360 e a LG com G Watch R são algumas empresas investindo nessas novidades. Vale uma menção honrosa ao Apple Watch. Segundo a Apple, o aparelho contará com vários sensores biométricos que acompanharão o sono, calorias, glicose, níveis de oxigênio no sangue e até mesmo exposição aos raios UV.

E a demanda?

No mercado consumidor, é provável que a maior parte da adoção desses sistemas estará entre os jovens e aqueles que já podem ter tido um caso grave de saúde que os tenha motivado a serem mais vigilantes. Alguns pesquisadores de monitoramento de mercado sugerem que o nicho de saúde atingirá US$ 2 bilhões em todo o mundo até 2018.

E você? Anda cuidando melhor da saúde por conta da tecnologia? Acompanha seus dados médicos através da tela do seu smartphone? A tendência agora é essa.

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