Instagram lida com apenas 10% das DMs abusivas, aponta estudo

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Na última semana, um estudo publicado pela entidade britânica "Centro de Combate ao Discurso de Ódio" (CCDH) revelou uma preocupante situação acerca da segurança e bem-estar dos usuários no Instagram. Mais especificamente, a publicação apontou que a rede social da Meta falha em lidar com 90% das denúncias de mensagens abusivas contra mulheres, mesmo quando são publicamente conhecidas e com milhões de seguidores.

A metodologia e o problema

Para elaborar o estudo, o CCDH contou com a participação de cinco mulheres famosas, incluindo a atriz Amber Heard e a ativista Jamie Klinger, que juntas somam cerca de 4,8 milhões de seguidores no Instagram. Através dos dados fornecidos, foram analisadas 8.717 mensagens diretas, popularmente conhecidas como "DMs", eventualmente usadas como bases para testes das funções da plataforma.

Lamentavelmente, os resultados mostraram que pelo menos uma em cada quinze mensagens diretas enviadas às participantes violavam os termos de conduta do Instagram. Nesse contexto, ainda foram identificadas 125 ocorrências de abuso sexual por imagem (IBSA), bem como a estatística de que uma em cada sete mensagens de voz enviadas eram de conotação abusiva. Para piorar a situação, o Instagram ainda permite que estranhos contatem esses perfis através de ligações por voz, sem muitas restrições.

Segundo CCDH, uma em cada quinze das mensagens analisas possuíam conteúdo abusivo. (Fonte: Pexels / Reprodução)Segundo CCDH, uma em cada quinze das mensagens analisas possuíam conteúdo abusivo. (Fonte: Pexels / Reprodução)Fonte:  Pexels 

Canais não-funcionais de denúncia

Testando a eficiência de resposta do Instagram, o CCDH realizou a denúncia de dez mensagens diretas com teor abusivo, resultando em apenas 10% de sucesso ao propor uma solução adequada. Similarmente, a plataforma também falhou em tomar medidas contra imagens transgressoras dentro de 48 horas.

Segundo o CCDH, o problema é causado e perpetuado devido à negligência do Instagram acerca das infrações, tornando o ambiente da plataforma cada vez mais seguro para os infratores do que para os usuários. Essa postura acabou por limitar a liberdade de expressão de algumas mulheres por medo de provocar ainda mais situações tóxicas — algo que também desencorajou algumas indivíduas a participar da pesquisa.

Falta de moderação à misoginia nas DMs do Instagram tem afetado bem-estar de mulheres na plataforma. (Fonte: How To Geek / Reprodução)Falta de moderação à misoginia nas DMs do Instagram tem afetado bem-estar de mulheres na plataforma. (Fonte: How To Geek / Reprodução)Fonte:  How To Geek 

Ademais, algumas mulheres que utilizam a plataforma como base para seus negócios também afirmaram ter medo de se posicionar e receber sanções internas que poderiam influenciar seus resultados profissionais, como a diminuição do alcance de publicações. Para o CCDH, a melhor solução seria consertar os canais de denúncia do Instagram e limitar os recursos que permitem o contato de estranhos aos usuários.

Através da Líder da Segurança da Mulher no Instagram, Cindy Southworth, a Meta discordou dos resultados da pesquisa, não oferecendo muitas soluções práticas para o problema já duradouro. Confira o estudo na íntegra clicando aqui.

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