MP pede explicações ao Twitter sobre fake news no Brasil

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Imagem: Henryk Ditze/Shutterstock
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O Ministério Público Federal (MPF) enviou um ofício, nesta quinta-feira (06), pedindo esclarecimentos ao Twitter sobre a falta de canais de combate à desinformação na rede social. A entidade brasileira mira especificamente a propagação de conteúdos falsos sobre a covid-19 e as vacinas contra a doença.

A informação foi revelada pela jornalista Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo. O documento do MPF foi assinado pelo procurador Yuri Corrêa da Luz, que pede o porquê "de usuários de outros países dispõem de opção para denunciar conteúdos desse tipo à plataforma" e o Brasil, não.

De acordo com o ofício, o Twitter tem 10 dias úteis para se manifestar sobre a questão. Além de questionada sobre a não existência de meios adequados para denunciar fake news no país, a companhia terá que responder sobre os critérios utilizados para verificar os perfis de usuários.

Fake News

Um dos aspectos que o MPF pretende descobrir é se a rede social avalia, por exemplo, se o usuário verificado esteve envolvido na divulgação de notícias falsas ou desinformação sobre a pandemia.

Campanha

A ação do Ministério Público Federal surge logo após uma grande campanha bancada por usuários do Twitter. Na última quarta-feira (05), o termo #TwitterApoiaFakeNews esteve entre os tópicos mais comentados na plataforma.

Muitas pessoas que apoiaram o movimento reclamavam justamente sobre a ausência de uma ferramenta mais objetiva de denúncia contra fake news no Brasil. Elas lembraram que a rede social possui um mecanismo do tipo em países como Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul.

A ferramenta específica de denúncias foi lançada em agosto do ano passado e a justificativa era de que ela serviria como um apoio no combate à desinformação sobre a saúde pública. Nos EUA, o recurso foi utilizado para encerrar em definitivo a conta da política Marjorie Taylor Greene, que foi suspensa várias vezes por falar contra o uso de máscaras e desincentivar as vacinas.