Meta: projeto do Facebook pode flopar, diz expert em metaversos

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O Facebook pode estar errando feio na sua abordagem sobre o metaverso, afirma um dos mais respeitados construtores de plataformas virtuais do mundo. Sem contar que pode estar fora de sintonia com o comportamento atual dos consumidores, ao não permitir a propriedade digital, que é um dos motores da criatividade e do lucro do metaverso.

Falando na manhã desta quarta-feira (1º) em um dos painéis do evento Reuters Next, o presidente e cofundador da empresa de jogos blockchain Animoca Brands, Yat Siu, afirmou que "o que o Facebook está fazendo com Meta ... é um 'metaverso fake', a menos que eles realmente tenham uma descrição real de como podemos realmente possuí-lo". Para o pioneiro do metaverso, a Meta de Mark Zuckerberg, até agora, “é só uma Disneylândia”.

Decentral. (Fonte: Decentral/Reprodução.)Decentral. (Fonte: Decentral/Reprodução.)Fonte:  Decentral 

Metaverso e propriedade digital

Com isso, Siu explica que, apesar de toda a publicidade envolvendo o universo virtual do antigo Facebook, a Meta é somente “um belo lugar para se estar, mas provavelmente não queremos realmente morar lá. Não é o tipo de lugar em que possamos construir um negócio". Embora a existência da megaempresa no metaverso possa ter aumentado o interesse pelo espaço, os especialistas não acreditam que a companhia de Menlo Park esteja pronta para explorá-lo.

De acordo com a Reuters, o metaverso é uma série de espaços compartilhados, acessados através da internet, muitas vezes com o uso de óculos inteligentes, embora as plataformas existentes hoje se assemelhem mais a videogames do que com a vida real. A diferença é que, nesse mundo virtual, há muito dinheiro real em jogo: na semana passada, por exemplo, um imóvel do mundo Decentral foi vendido por US$ 2,4 milhões (ou R$ 13,5 milhões).

Outro pioneiro de universos virtuais, Benoit Pagotto, que fundou a empresa de tênis virtual RTFKT, afirmou na conferência Reuters Next que o diferencial para o funcionamento do metaverso é a propriedade digital. “Um produto não é algo isolado. Você precisa pensar em como pode continuar a atualizá-lo”, explicou.