Twitter manifesta preocupação com 'visita' de policiais na Índia

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Nesta quinta-feira (27), o Twitter se pronunciou pela primeira vez a respeito da invasão aos seus escritórios na Índia, na segunda-feira (24). Na ocasião, policiais foram às sedes da rede social em Nova Délhi e Gurgaon procurando explicações sobre a postagem de um membro do governo rotulada como “manipulada”.

À BBC, um porta-voz do Twitter disse que a companhia está preocupada com os eventos recentes no território indiano, quando os agentes queriam notificar o chefe do microblog no país. Ele também mencionou a invasão policial como uma “ameaça potencial” à liberdade de expressão.

“Nós, ao lado de muitos na sociedade civil na Índia e em todo o mundo, temos preocupações com relação ao uso de táticas de intimidação pela polícia em resposta à aplicação de nossos Termos de Serviço globais, bem como com os elementos centrais das novas regras de TI”, comentou o porta-voz.

Mensagens com conteúdos falsos são sinalizadas pela plataforma.Mensagens com conteúdos falsos são sinalizadas pela plataforma.Fonte:  Unsplash 

Conforme esses termos, o rótulo de mídia manipulada é aplicado a conteúdos com informações alteradas. No tweet que gerou toda a polêmica, um integrante do partido BJP teria divulgado um documento falso sobre a forma como o governo lida com a pandemia, alegando ter sido criado pela oposição.

Novas regras

Em fevereiro, novas regras foram introduzidas no país para regulamentar a postagem de conteúdos nas redes sociais. Entre outras coisas, a lei prevê que as plataformas forneçam dados para facilitar o rastreamento dos autores de mensagens específicas, se solicitado pelas autoridades.

O Twitter também manifestou preocupação em relação a esta nova legislação, dizendo se tratar de um “perigoso exagero que é inconsistente com os princípios abertos e democráticos”. A empresa pediu uma extensão mínima de três meses no prazo para implementar as regras, mas ainda não obteve respostas.

Por conta da lei, o WhatsApp processou o governo da Índia nessa quarta-feira (26). Na ação, o mensageiro alega que será preciso violar a privacidade dos usuários para cumprir as determinações.

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