Facebook Blender é um novo chatbot com características mais humanas

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O Facebook anunciou, nesta quarta-feira (29), um novo chatbot de código aberto que vem sendo desenvolvido há anos. Chamada de Blender, a ferramenta tem como diferencial as suas características mais humanas.

Maior chatbot de código aberto criado até o momento, de acordo com a companhia, o Blender foi treinado em 9,4 bilhões de parâmetros, quase quatro vezes mais do que o Meena, da Google, utilizando cerca de 1,5 bilhão de exemplos de linhas de diálogos retiradas de grupos de discussão do Reddit.

Ainda segundo o Facebook, trata-se do primeiro chatbot a combinar um conjunto diversificado de habilidades de conversação em um único sistema, tornando as conversas entre humanos e máquinas mais naturais do que as realizadas atualmente.

O Blender é capaz de conversas mais naturaisO Blender é capaz de conversas mais naturaisFonte:  Facebook/Reprodução 

Fruto de vários anos de pesquisa em tecnologia e processamento de linguagem natural, a ferramenta teve o seu código, a configuração da avaliação e o modelo completo disponibilizados pela rede social. A ideia é que outros pesquisadores da área de inteligência artificial ajudem a otimizá-la ainda mais.

Empatia, personalidade e conhecimento

A equipe de pesquisadores do Facebook se concentrou em três comportamentos específicos para humanizar as respostas do Blender: empatia, personalidade e conhecimento. Com o treinamento focado nestas habilidades, o novo chatbot se tornou capaz de falar sobre praticamente qualquer assunto.

Ele tem inteligência suficiente para dar os parabéns a um usuário que acabou de ser promovido no trabalho, por exemplo, ou dar as condolências para quem perdeu um ente querido. Com isso, ele vai além do bate-papo superficial normalmente entregado por estas plataformas.

O lado mais humano do Blender parece ter conquistado as pessoas que já testaram a ferramenta. Conforme o Facebook, 67% dos utilizadores o consideraram mais humano que o Meena e 75% deles preferem interagir com a nova plataforma em conversas longas, deixando o chatbot da Google de lado.

Nos próximos passos, ele será treinado para saber como lidar com conteúdos racistas e sexistas e aprenderá a identificar linguagens ofensivas e a excluí-las.

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