YouTube espalha e monetiza vídeos que negam mudanças climáticas, diz estudo

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Parece que o YouTube não é apenas responsável por aumentar a quantidade de terraplanistas por aí. Segundo um estudo publicado pelo grupo Avaaz (o mesmo da plataforma de abaixo-assinados), o site de vídeos da Google está também ajudando a espalhar teorias conspirações que negam o aquecimento global e as mudanças climáticas que ocorrem no planeta.

A pesquisa afirma que o YouTube está "ativamente promovendo" esses conteúdos sem enquadrá-los como desinformação ou conteúdo de conspiracionistas ou diminuindo a presença dele nas sugestões. Ao todo, foram encontrados 5.537 clipes em uma combinação de 21,1 milhões de visualizações.

Todos foram encontrados usando termos como "mudança climática", "aquecimento global" e "manipulação do clima" em inglês.

Monetizar pode?

Porém, consentir com a veiculação desses clipes sem qualquer forma de checagem de fatos é só um dos problemas encontrados. De acordo com o relatório do Avaaz, a plataforma permite a veiculação automática de anúncios antes e durante esses vídeos normalmente, o que inclusive incentiva a maior produção desses conteúdos tão populares.

Cerca de 108 marcas apareceram nas propagandas, incluindo gigantes como Samsung, Hyundai, Decathlon, Red Bull, Uber, Under Armour e até as organizações ambientais World Wildlife Fund (WWF) e Greenpeace. Sabe-se que companhias que compram espaço no YouTube normalmente não se preocupam com o teor dos vídeos em que o anúncio é posicionado, mas casos como esse podem acontecer.

A Avaaz entrou em contato com várias das marcas envolvidas e todas afirmaram não saber que seus comerciais passavam durante vídeos de conspirações e desinformação. Entretanto, não há informações sobre um eventual pedido de retidada das propagandas por parte das companhias. O estudo completo pode ser lido por aqui.

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