As redes sociais, em especial o Facebook, estão na mira das autoridades na Nova Zelândia. Foram nessas plataformas e em mensageiros que o atirador responsável pelo massacre de 50 mortos e dezenas de feridos conseguiu transmitir e alastrar sua chacina de 17 minutos. Para o Comissário de Privacidade do país, John Edwards a companhia de Mark Zuckerberg não somente opera de forma imprudente como também contribui para o exibicionismo de criminosos.

“O Facebook não é confiável. Eles são mentirosos patológicos moralmente falidos que permitem o genocídio (em Mianmar) e facilitam o enfraquecimento estrangeiro de instituições democráticas”, postou no Twitter. E seguiu duro com as críticas:

facebookFonte: ABC News

"[Eles] permitem a transmissão ao vivo de suicídios, estupros e assassinatos e continuam hospedando e publicando o vídeo de ataque à mesquita, permitindo que os anunciantes segmentem 'inimigos de judeus' e outros campos odiosos de mercado. Eles se recusam a aceitar qualquer responsabilidade por qualquer conteúdo”, escreveu no microblog, em material que foi posteriormente deletado.

Comissário pediu ao Facebook os nomes quem compartilhou o vídeo do massacre

As declarações de Edwards surgem como uma resposta à recente entrevista que o CEO do Facebook deu à ABC News, na quinta-feira passada (4). Foi a primeira vez que Zuckerberg falou sobre o assunto desde o episódio e ele afirmou que a rede social vem tomando providência para melhorar o algoritmo capaz de identificar “atos de terror” transmitidos ao vivo.

Edwards diz que pediu ao Facebook para revelar os nomes das pessoas que compartilharam o vídeo do atirador na mesquita na Nova Zelândia, com o objetivo de entregá-los à polícia, mas a requisição foi negada. “Ele (Zuckerberg) não pode nos dizer — ou não vai — quantos suicídios, assassinatos e agressões sexuais são registrados ao vivo.”

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