Facebook vai agir contra fake news; mas só se incentivarem violência real

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Facebook ainda não conseguiu encontrar um equilíbrio ou uma linha editorial clara quando se fala no combate às notícias falsas ou conteúdo que pode levar à violência. A rede social anunciou nesta quarta-feira (18) que vai intensificar a busca e remoção pelas postagens de textos e imagens que levem à desinformação e tenham a intenção de desencadear ou exacerbar a violência.

Países como Myanmar, Sri Lanka e Índia têm feito duras críticas à rede social, que na semana passada se recusou a banir conteúdo do site de extrema direita InfoWars — conhecido por suas teorias de conspiração. Além disso, não pegou muito bem a declaração que Mark Zuckerberg fez sobre não excluir posts que negam o Holocausto.

"Há certas formas de desinformação que contribuíram para o dano físico, e estamos fazendo uma mudança de política que nos permitirá retirar esse tipo de conteúdo. Vamos começar a implementar a política nos próximos meses”, diz um porta-voz da companhia.

As novas ações terão apoio fundamental de várias organizações locais, que ajudarão a julgar melhor quais as publicações que podem representar ameaças. Aliás, elas já estariam sendo testadas desde o mês passado, quando foram deletadas fake news que acusavam muçulmanos de envenenar alimentos doados e vendidos à budistas. Com a ajuda de um grupo regional, que apontou a postagem como apoiadora de violência em potencial, o material foi removido.

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