Mark Zuckerberg voltou a ficar no centro das atenções por polêmicas envolvendo notícias falsas, as famigeradas fake news, no Facebook. Em entrevista concedida a Kara Swisher, do Recode, o fundador e presidente do Facebook afirmou que não apagaria postagens negando o Holocausto da rede social caso os usuários responsáveis por elas não estivessem cometendo um erro intencional.

“Eu sou judeu e há uma série de pessoas que negam que o Holocausto aconteceu”, afirmou. “Acho isso profundamente ofensivo, mas, no fim das contas, não acredito que a nossa plataforma deveria remover [esse tipo de conteúdo], pois penso que há coisas que pessoas erram de maneiras diferentes. Não imagino que elas estejam errando de maneira intencional”, continuou o criador da maior rede social do mundo.

Após ser lembrado por Swisher que, bem, negadores do Holocausto costumam saber o que estão fazendo, Zuckerberg prosseguiu. “É difícil impugnar e entender a intenção [de quem posta]”, comentou.

Polêmica

Essas declarações causaram polêmica e geraram reações contrárias de diversas associações de judeus. Em entrevista ao The Guardian, o diretor da organização Campaing Against Antisemitism Stephen Silverman afirmou que as falas do executivo “são extremamente irresponsáveis” e que “não existe isso de uma negação do Holocausto benigna”.

Pelo Twitter, o diretor da Anti-Defamation League (ADL) Jonathan Greenblatt também criticou o exemplo usado por Mark Zuckerberg.

“A negação do holocausto é uma tática de engano intencional, deliberada e de longa data usada por antissemitas e é indiscutivelmente odiosa, ofensiva e ameaçadora aos judeus”, escreveu Greenblatt em seu comunicado. “O Facebook tem uma obrigação ética e moral de não permitir a sua disseminação. A ADL continuará a desafiar o Facebook a respeito disso e a conclamá-lo a incluir a negação do Holocausto como uma das violações de suas diretrizes.”

Esclarecimento de Zuckerberg

Diante da polêmica gerada por sua posição em relação às notícias falsas que pregam a negação do Holocausto, o executivo enviou um email à Kara Swisher para esclarecer a sua declaração.

“Pessoalmente, vejo a negação do Holocausto como algo profundamente ofensivo e de maneira alguma quis defender a intenção de pessoas que fazem isso”, explicou Zuckerberg em nota. “O nosso objetivo em relação às fake news não é evitar que qualquer pessoa diga alguma inverdade, mas impedir que as notícias falsas e a desinformação se espalhem pelos nossos serviços.”

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