Embora a empresa pareça estar finalmente resolvendo a situação das fake news, o Facebook ainda deve ter muita dor de cabeça com o seu sistema de anúncios. De acordo com uma reportagem conjunta do The New York Time e da ProPublica, diversas empresas têm usado esse mecanismo para divulgar vagas de emprego na rede social. Até aí, nada de errado. O problema é que eles estariam restringindo a oferta par públicos de idades específicas, excluindo o pessoal mais velho da jogada.

Mais do que um dilema moral, o episódio levanta questões legais junto aos órgãos responsáveis nos EUA. Isso porque, por lá, uma lei federal proíbe que pessoas acima dos 40 anos sejam discriminadas na hora da contratação. Segundo a reportagem, nomes como Verizon, Amazon, Goldman Sachs, Target e até o próprio Facebook andam recorrendo a esse tipo de estratégia, com o aparente objetivo de encontrar os candidatos perfeitos – e jovens –para suas fileiras.

Como desgraça pouca é bobagem, o império de Mark Zuckerberg ainda pode sofrer outro revés por conta desse episódio: o sindicato dos trabalhadores da indústria de comunicação está movendo uma ação contra o Facebook para que ele seja responsabilizado por essa prática. Afinal, na opinião deles, a empresa estaria agindo como uma agência de empregos ou pelo menos um facilitador para esses anúncios “ilegais”.

Recentemente, o Facebook se livrou de outro processo semelhante

É difícil imaginar que a companhia acabe tendo que pagar por isso, visto que, recentemente, ela se livrou de outro processo semelhante, no qual foi acusada de racismo por permitir que anúncios imobiliários usassem filtros étnicos. Na opinião de Rob Goldman, VP de anúncios do Facebook, a empresa não está fazendo nada de errado, já que o recrutamento por idade permitiria, teoricamente, que as marcas achem e contratem profissionais de praticamente qualquer geração.

Pelo menos essa é a desculpa que alguns dos clientes da rede social usaram quando foram questionadas sobre o assunto, dizendo que esse era apenas um dos estágios de um programa de ofertas de vagas para públicos específicos. Diversas das empresas ouvidas no caso, no entanto, disseram que mudariam sua estratégia de contratação depois de toda a polêmica. Seja como for, vale lembra que o Facebook não é o único a permitir esse tipo de tática, já que LinkedIn e Google oferecem ferramentas semelhantes para definir o público-alvo de anúncios.

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