O mundo da tecnologia é extremamente volátil, com a opinião sobre alguns itens ou assuntos mudando a cada instante. Aparentemente, isso também começa a se estender às polêmicas que surgem nesse setor. Quer dizer, pelo menos se levarmos em conta toda a novela envolvendo o Uber – que parece não ter data certa para acabar. O aplicativo de caronas tirou o sossego de taxistas, foi interrompido momentaneamente pela Justiça brasileira e, agora, deve voltar aos holofotes por conta de uma investigação do Ministério Público (MP) de São Paulo.

O inquérito civil para definir se o app é ou não regular foi instaurado inicialmente no dia 27 de abril, mas só teve sua divulgação feita de forma oficial na última quarta-feira (6). A ação foi aberta no MP por conta de uma denúncia feita pela Associação Boa Vista de Táxi, que afirma que o software que conecta clientes em busca de transporte pela cidade e motoristas autônomos fere uma série de regras criada para a categoria.

Segundo o G1, o texto elaborado pelos taxistas diz que a ferramenta oferecida pelo Uber na capital paulista não contaria com o licenciamento requerido pelos órgãos municipais e nem informaria o consumidor adequadamente sobre o valor a ser pago pelo trajeto feito, já que “inexiste taxímetro para a cobrança”. Outros pontos levantados no documento seria a falta de fiscalização do serviço prestado pela empresa e pelos seus colaboradores, que poderia levar a população a se deparar com “condições abaixo dos padrões de segurança” estabelecidos.

No inquérito organizado pelo MP paulistano, Eduardo Ulian, promotor de Justiça do Consumidor, pediu que a desenvolvedora do aplicativo apresentasse “manifestação escrita sobre os fatos”. Apesar disso, ao ser contatada pelo G1, a assessoria de imprensa da Uber afirmou ainda não ter recebido nenhuma notificação judicial e, sendo assim, não teria como prestar esclarecimentos.

Tira, põe, deixa ficar

O aplicativo vem causando polêmica no cenário local desde que finalmente chegou em terras brasileiras, no ano passado. Desde então, o Uber já teve suas atividades interrompidas por conta de um processo movido pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi no Estado de São Paulo (Simtetaxi), o que acabou gerando um pronunciamento oficial por parte da Uber, que defendeu o direito de escolha do consumidor.

Essa liminar foi cancelada só nesta semana, na última terça-feira (5), depois de uma nova avaliação sobre a ação que obrigou o serviço a sair do ar. Mesmo assim, não houve nem tempo para que os criadores do app respirassem aliviados antes da notícia sobre a investigação no MP de São Paulo. E aí, será que veremos o fim desse drama em breve? Como ficam os usuários da plataforma até lá? Deixe seu comentário sobre o assunto mais abaixo.

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