O futuro da pornografia está salvo. Pelo menos, se depender da equipe por trás dos óculos de realidade virtual mais falado dos últimos anos, o Oculus Rift. Assim como já ocorreu em tantas outras ocasiões e com diversas tecnologias, o mercado de entretenimento adulto está de olho nessa nova mídia para entregar um produto ainda mais cativante – e imersivo – para seus incessáveis consumidores. Embora alguns estivessem receosos sobre se o dispositivo seria liberado para esses fins, um executivo da Oculus VR garantiu que não haverá restrições.

“O Rift é uma plataforma aberta. Nós não controlamos que tipo de software vai rodar nele”, explicou Palmer Luckey, um dos fundadores da empresa, durante uma conferência sobre realidade virtual realizada no Vale do Silício. A pergunta se sua solução VR permitiria jogos pornô, filmes adultos em 3D ou apps interativos no ambiente virtual também foi feita a representantes de outras empresas do ramo, como Google, Samsung e Sixense. Porém, segundo o site Variety, eles preferiram se esquivar desse tipo de questionamento.

Ainda que não seja exatamente uma surpresa que a indústria pornográfica conseguiria apoiadores no mercado de realidade virtual, é de se estranhar que seja uma empresa comprada pelo Facebook a única a fazer isso abertamente. Isso porque a rede social de Mark Zuckerberg tem um longo histórico de excluir postagens ou usuários que apostem em conteúdo “sexualmente explícito” no site. A censura em fotos de mulheres amamentando, com os seios expostos, já deu uma boa dor de cabeça para o empresário.

Muita calma nessa hora

Porém, mesmo com a safadeza liberada nos óculos da empresa, não pense em ver uma produção adulta powered by Facebook ou algo nos moldes de “Aventuras Picantes no Reino de Zuckerberg” na loja oficial do Oculus Rift. A Oculus Store terá termos de serviço bem restritos que vai deixar de fora qualquer material com conteúdo pornográfico – sejam aplicativos ou vídeos. Isso quer dizer que um desenvolvedor do mercado erótico vai precisar distribuir seu produto por uma plataforma própria ou qualquer outro canal digital.

De qualquer maneira, em breve saberemos como essa história vai se desenrolar, já que, depois de um longo tempo desenvolvimento, o Oculus Rift deve ganhar sua versão final no primeiro trimestre de 2016. Até lá, dá tempo de turbinar seu PC para receber o periférico e, claro, economizar uma graninha para adquirir o dispositivo, que, apesar de não ter preço definido, é quase certo que deve exigir um pouco da carteira do consumidor.

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