Fornecer transporte a um valor mais baixo através de “caronas” pagas foi só o primeiro passo das plataformas de ride sharing: é sabido que as principais, como a Uber e a Lyft, estão trabalhando forte no desenvolvimento de tecnologias para direção autônoma, com a intenção de criar frotas de veículos sem motoristas que vão levar as pessoas por aí.

Só que, no caso específico da Lyft, a companhia fez questão de reafirmar seu compromisso com condutores de carne e osso para o futuro. A mensagem já havia sido dada no mês passado, quando a empresa disse que sempre vai operar com uma rede híbrida, com motoristas humanos e veículos autônomos.

Agora, o diretor de produto da Lyft, Taggart Matthiesen, voltou a dizer, em entrevista para o site Recode, que pessoas “sempre fizeram parte de nossa família, eles vem sendo o núcleo do nosso serviço”.

“Até onde eu sei, eles vão continuar assim. Com o tempo, a tecnologia nos dará a oportunida de fornecer serviços adicionais em nossa plataforma, seja um serviço de concierge, ou uma experiência totalmente dentro do carro, essas são coisas que nós vamos evoluir com calma e trabalhar com nossos motoristas”, explicou Matthiesen.

A Lyft, inclusive, tem um conselho que está discutindo ideias de como incorporar pessoas em serviços nos carros autônomos no futuro – e é daí também que sai a afirmação de que a frota nunca será 100% autônoma.

“Se eu preciso ir ao médico e estou com a perna engessada e não posso dirigir, teremos um serviço para isso. Se você entrar no mundo dos autônomos, precisaremos de alguém dentro do veículo para ajudar essa pessoa. Existem coisas que estamos fazendo além de levar um passageiro do ponto para o ponto B, serviços adicionais que nós, enquanto companhia, podemos fazer”, concluiu.