Quando se fala do futuro dos veículos, os carros logo vêm à mente. Também, pudera, já que se trata de um dos meios de transporte mais populares do planeta. No entanto, não são só eles que vão fazer parte de um futuro elétrico e autônomo: as motocicletas estão sendo preparadas para uma revolução em duas rodas.

A prova disso está em sete conceitos de motos que foram apresentados por diferentes montadoras, que sintetizaram nesses modelos a sua visão de como o futuro das motocas pode ser. Motos que se equilibram sozinhas, andam por conta própria sem cair e até modelos que voam são apenas alguns exemplos do que talvez vejamos por aí daqui a alguns (ou vários) anos.

BMW Motorrad Vision Next 100

A BMW Motorrad, divisão de motocicletas da montadora alemã, lançou no fim do ano passado um conceito de como ela vê seus veículos daqui a 100 anos. O resultado foi a Vision Next 100, uma moto carregada de tecnologias, como um sistema que a impede de cair, tanto andando quanto parada.

Isso acontece graças a um componente giroscópico que, junto com o sistema integrado de condução, calcula em tempo real os limites de manobra da motocicleta, fazendo as correções necessárias e até mesmo atuando de forma ativa para evitar acidentes.

O motociclista não fica de fora do pacote tecnológico previsto pela BMW: no lugar do capacete, um óculos que trabalha com realidade aumentada e mostra todas as informações que você precisa como um painel diante dos seus olhos, além de outros dados importantes, por exemplo, o nível de inclinação máximo. O motor também é adaptativo: fica compactado com a moto parada e se expande quando ela está andando, ajudando a proteger as pernas do motociclista e também a resfriar o sistema de propulsão.

Honda Riding Assist

Apesar de não ter sido construída como um modelo, a motocicleta acima foi criada pela Honda para demonstrar sua tecnologia Riding Assist, que, assim como a Vision Next 100, permite que a motoca fique equilibrada mesmo estando parada. Diferente da BMW, no entanto, o modelo da Honda usa uma tecnologia já adotada pela montadora em outros projetos, como o Uni-Cub e o robô ASIMO.

O equilíbrio da moto permitiu que a Honda implementasse um sistema de direção autônoma que, segundo a empresa, pode fazer com que a moto encontre uma vaga por conta própria. O Honda Riding Assist não está previsto para chegar aos modelos de produção tão cedo, mas a ideia de não derrubar ou cair de moto faz com que fique bem mais fácil esperar, certo?

Kawasaki J Concept

Saindo de uma nipônica para outra, a Kawasaki apresentou em 2013 o seu conceito “J”, um veículo elétrico de três rodas que, tecnicamente, é muito similar a uma moto. O conceito pode se adaptar ao estilo de condução desejado pelo motociclista, ficando mais alta e confortável para a cidade e adotando uma posição bem mais agressiva para uma tocada mais agressiva.

O projeto inclui uma tecnologia própria de gerenciamento de energia das baterias de alta capacidade e feitas níquel-hidreto metálico, as chamadas Gigacells. Esse sistema, ao contrário da “J”, está sendo desenvolvido pela Kawasaki.

BMW Motorrad Concept Link

A segunda moto da BMW Motorrad na lista é muito mais próxima de uma scooter elétrica de grande porte e mostra uma pegada bem mais urbana. A inclinação futurista da BMW Motorrad Concept Link está muito mais no design do conceito, apesar de a pequena motocicleta contar com alguns apetrechos tecnológicos, como é o caso do painel e dos botões touch no guidão.

Ainda assim, o conceito é baseado em uma visão de mobilidade urbana sobre duas rodas com zero emissões e com conectividade.

Ryno Bike

Em mais um caso de “motos que não são bem motos”, há esse monociclo elétrico com um desenho bastante peculiar, mas que se propõe a fazer tudo que uma motocicleta faz. O destaque tecnológico do Ryno, no entanto, é seu sistema de condução: ele interpreta os movimentos da pessoa que está sobre ele, que deve se inclinar para frente para acelerar ou para trás para frear.

Esse talvez seja o veículo que esteja mais próximo de se tornar realidade, já que a Ryno Motors, responsável pelo modelo, pretende vendê-lo em breve nos EUA.

LEGO Technic BMW R 1200 GS Adventure

A trinca da BMW Motorrad elimina completamente as rodas e se trata de uma visão ultrafuturista e voadora da marca para sua R 1200 GS Adventure, que foi baseada em um dos modelo da série Technic da LEGO e se tornou um conceito “real” depois de uma brincadeira.

Originalmente, as pecinhas resultavam em uma R 1200 GS normal, com duas rodas e tudo mais, só que os engenheiros da marca acabaram construindo uma versão flutuante e completamente voltada para o futuro – foi aí que eles resolveram criar também um conceito baseado no brinquedo.

Yamaha MotoBot

Mais um conceito do futuro motociclístico que não se trata especificamente da moto, o MotoBot criado pela Yamaha demonstra que os avanços tecnológicos não se restringem às motocicletas: eles chegam também à forma como elas são desenvolvidas.

No caso do robô da montadora japonesa, ele foi criado para fazer testes específicos sem a necessidade de colocar um piloto em risco – e, um pouco além, desenvolver uma inteligência artificial que seja capaz de conduzir uma moto tão bem quanto ninguém mais, ninguém menos que Valentino Rossi.

A moto de Akira

É quase impossível falar de motos no futuro e não lembrar do icônico filme Akira, baseado em um mangá criado por Katsuhiro Otomo em 1982 e que trata de um futuro distópico cyberpunk em uma Tóquio tomada por gangues que, adivinhe, aterrorizam a cidade em cima de motos. O modelo que mais se destaca, no entanto, é a motocicleta vermelha pilotada pelo personagem Shotaro Kaneda e que aparece no pôster da animação.

A moto não tinha uma marca e, naquela época, era um conceito que não parecia ser baseado em absolutamente nada que existia no mercado. Foi aí que um empresário japonês resolveu gastar quase R$ 400 mil para fazer uma “moto do Akira” para chamar de sua.

Enquanto as motos do futuro não chegam, use a tecnologia para cuidar da sua

Se as motos acima podem nunca virar realidade, a tecnologia para cuidar das atuais já existe e vem pelas mãos da marca Lubrax, que agora oferece uma linha completa de produtos para cuidar não só do motor, com os já conhecidos óleos da marca, mas de praticamente todas as partes do veículo.

A linha Lubrax Complementos para Motos traz o fluido de freio DOT 4, que pode ser usado para motos com freio a disco ou a tambor; o fluído para suspensão, sendo o óleo hidráulico mineral que pode ser usado em amortecedores e garfos telescópicos; o lubrificante para corrente em spray com composto sintético que pode ser usado em correntes de transmissão de motos de competição, turismo, de uso diário e até mesmo na presença de água ou lama.

Lubrax também disponibiliza o seu Motolith 2, uma graxa lubrificante à base de sabão com complexo de lítio, destinada a lubrificar partes da motocicleta, como os rolamentos de cubos de roda, caixa de direção e articulações da suspensão traseira.