Meg Ryan: por onde anda a atriz de Harry e Sally?

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Imagem: Columbia Pictures/Divulgação

A atriz Meg Ryan era considerada a estrela perfeita do gênero de comédia romântica em Hollywood. Ela chegou com tudo na cena como a efervescente e charmosa Sally no clássico da comédia romântica Harry e Sally, e foi conquistando os fãs para se tornar “a namoradinha da América”.

Meg continuou seus papéis de destaque com uma série de outros sucessos, incluindo filmes icônicos dos anos 90, como Sintonia de Amor, Surpresas do Coração e Mensagem Para Você, liderando o renascimento do gênero de uma forma surpreendente, atraindo multidões aos cinemas.

No entanto, como aconteceu com muitas celebridades dos anos 90, a fama de Meg não durou. Em algum momento, ela saiu do radar, e a grande mídia nem piscou. A questão permanece: o que aconteceu com Meg Ryan, na vida pessoal ou profissional, que a levou a se afastar dos holofotes?

Como de costume, a resposta não é tão simples e certeira. A saída de Meg da indústria foi uma escolha e um resultado de pressão e julgamento social.

(Fonte: Columbia Pictures/Divulgação)(Fonte: Columbia Pictures/Divulgação)Fonte:  Columbia Pictures 

O relacionamento que ofuscou a carreira

Meg Ryan conheceu Dennis Quaid no set do filme Viagem Insólita e, rapidamente, eles iniciaram um romance, até se casarem em 1991. Em 2000, Meg decidiu se divorciar.

Na mesma época, a atriz conheceu Russell Crowe no set de Prova de Vida. Os dois começaram a namorar e a linha do tempo de seu relacionamento levou as pessoas a pensarem que estavam tendo um caso enquanto ela ainda estava com Dennis Quaid. Esse novo relacionamento começou a mudar a visão de Hollywood sobre a personalidade correta e limpa que ela cultivou em uma década de sucesso nas comédias românticas. O tratamento dado pela imprensa revelava certa misoginia e discriminação, fazendo Meg Ryan começar a se sentir desiludida com o estrelato do cinema.

O filme mais polêmico de Meg Ryan

O arquétipo da boa menina foi totalmente destruído quando Meg Ryan estrelou, ao lado de Mark Ruffalo em 2003, o filme Em Carne Viva. O thriller picante, que apresentava várias cenas de sexo, seguia a personagem de Meg, uma professora de escola, que estava tendo um caso com um detetive da polícia.

(Fonte: Screen Gems/Divulgação)(Fonte: Screen Gems/Divulgação)Fonte:  Screen Gems 

“Eu entendi que era um elogio por ser adorável”, disse Meg Ryan em uma entrevista à InStyle sobre a percepção que o público tinha dela. “Mas também parecia que ideias estavam sendo projetadas em mim que não tinham nada a ver comigo. Nunca me senti uma pessoa muito convencional.”

Depois de mais uma vez ser alvo de críticas, dessa vez sobre seu papel no filme picante, Meg decidiu se afastar de Hollywood. Ela se sentia “esgotada” como atriz e pressionada a ter certa aparência e postura.

A nova carreira atrás das câmeras

Em 2015, Meg Ryan retornou ao mundo do cinema, dessa vez como diretora. A estreia de Meg na direção foi com o filme Ithaca, um drama dos anos 40. Atualmente, orgulhosa por escolher esse novo caminho, Meg falou em entrevista sobre não fazer mais parte do elenco nos filmes: “Quando você é um ator, você é uma engrenagem. Quando você produz, você entende as outras engrenagens”.

Por onde anda Meg Ryan em 2021?

(Fonte: Getty Images/Reprodução)(Fonte: Getty Images/Reprodução)Fonte:  Getty Images 

Atualmente, ela está ocupada criando sua filha adotiva Daisy True e passando tempo com seu filho com Dennis, Jack Quaid, que já é um ator. Meg “se cansou de esperar para ser escolhida” e não está mais recebendo pedidos de uma indústria determinada a objetificá-la e descartá-la. Os escândalos e as frustrações a levaram a assumir o controle de sua própria vida.

“Eu senti que fiquei mais verdadeira como pessoa. Eu sou mais eu.”, disse Meg em entrevista à Closer Weekly.

A queda de Meg Ryan como atriz devido a uma alegação falsa de traição, mostra que discriminação e o pré-julgamento seguem vivos na indústria do entretenimento, principalmente com mulheres. O tratamento injusto da mídia e da opinião pública fez com que a “Namoradinha da América” saísse dos holofotes e nunca mais aparecesse nas telas do cinema.

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